Foto: tgraham via Compfight

Saiba os 5 motivos que fazem do zoológico um ambiente de tortura

O fascínio provocado nos humanos pelos animais selvagens não é algo novo. Desde o ano de 1250 a.c. os zoológicos se aproveitam disso, utilizando animais atrás das grades para o entretenimento de milhões de pessoas.

Apesar dos zoológicos afirmarem que realizam um importante papel na preservação e na educação, eles são artificiais e inerentemente cruéis. O mal que eles causam é infinitamente maior que o suposto bem.

A vida em uma jaula não é uma vida de verdade. Segue abaixo cinco razões elencadas pela Care2 para explicar porque os zoológicos são cruéis:

1. Zoológicos não têm espaço suficiente

(Foto: Tambako the Jaguar / Care2)Não importa quão grandes alguns zoológicos façam parecer os seus recintos, nem quantas belas imagens eles pintem em suas paredes, ou quantos galhos e plantas eles posicionem ao redor – esses espaços não se comparam de forma alguma ao habitat onde os animais têm o direito de viver. Eles são muito menores e nada estimulantes.

Esse é um caso particularmente crítico para aquelas espécies que vagam por grandes distâncias em seu ambiente nativo. Estudos mostram que os elefantes (que tipicamente caminham cerca de 40 km por dia) são confinados em espaços em média mil vezes menores que os seus habitats, e os ursos polares ficam em espaços de área aproximadamente um milhão de vezes menor que os seus territórios no Ártico.

2. Animais confinados sofrem distúrbios comportamentais

(Foto: Martin Teschner / Care2)O comportamento repetitivo compulsivo – “abnormal repetitive behavior”, ou ARB – é o termo científico para distúrbios comportamentais notados em animais cativos. Isso abrange todos os tipos de desvios de comportamento indicativos de stress como o “pacing” (felinos andando de um lado a outro repetidamente), ou os hábitos de sacudir a cabeça, balançar de um lado a outro, bater-se em paredes, sentar-se imóvel e morder o próprio corpo. Esses comportamentos, que são típicos de animais mantidos em cativeiro como os zoológicos, são atribuídos à depressão, ao tédio e às psicoses.

Embora esses sinais de stress sejam comuns, muitos mantenedores de zoológicos não têm consciência dos mesmos – ou não têm interesse em reconhecê-los e explicá-los ao visitantes. Se o público começa a perceber esses problemas, alguns locais rotineiramente ministram anti-depressivos ou tranquilizantes nos animais, para controlar tais sintomas.

3. Animais “excedentes” são mortos

(Foto: Martin Pettitt / Care2)Há animais considerados “excedentes” e indesejados, o que resulta da sistemática reprodução forçada nos zoológicos. Esses animais são mortos (e em alguns casos seus corpos são fornecidos como alimento aos outros animais), ou são vendidos para outros zoológicos ou revendedores. A venda de animais é um negócio lucrativo e implica em uma cadeia de crueldade sorrateira e desconhecida, com muitos animais sendo enviados para ranchos de caça, pet shops, taxidermistas, circos, indústria alimentícia de pratos exóticos e mesmo laboratórios de pesquisas.

A morte de animais em zoológicos do Reino Unido é uma ocorrência regular. Em 2005, dois filhotes de lobo e uma fêmea adulta foram mortos a tiros no Dartmoor Wildlife Park, “devido à superlotação e à crise financeira”. Um ano depois, em 2006, uma alcateia inteira de lobos foi morta no Highland Wildlife Park, com uma alegação semelhante.

4. Animais são retirados da natureza

(Foto: Kevin Dooley via Compfight)Apesar dos zoológicos tentarem transmitir uma imagem diferente dessa realidade, os animais ainda são retirados à força da natureza. Em 2003, autoridades do Reino Unido permitiram que 146 pinguins fossem capturados no Atlântico Sul e tivessem que enfrentar uma viagem de 7 dias de barco, como mercadorias. Os que sobreviveram foram dados a um vendedor de animais selvagens na África do Sul, para serem negociados a zoológicos da Ásia. Quem vê os animais em um zoológico não enxerga esse calvário pelo qual os mesmos (ou seus antecessores) certamente passaram.

Em 2010, o Zimbabue planejou capturar dois indivíduos de cada espécie de mamíferos que viviam no Hwange National Park incluindo leões, chitas, rinocerontes, zebras, girafas e elefantes, para enviá-los a zoológicos da Coréia do Norte. Felizmente o plano foi interrompido, mas isso ocorreu mediante muita pressão de diversas organizações internacionais de direitos animais. Como se não bastasse, números também mostram que 79% de todos os animais em aquários, que são zoológicos de vidro, foram capturados na natureza.

5. Zoológicos não auxiliam na preservação nem na educação

(Foto: Care2)Os zoológicos afirmam que atuam na preservação, frequentemente fazendo o público acreditar que eles reproduzem animais com a intenção de soltá-los na natureza, mas na realidade esses programas de reprodução são feitos prioritariamente com o objetivo de manter a população em cativeiro.

Também há o mito de que os zoológicos cumprem um papel educacional na elevação da consciência de crianças e adultos quanto aos animais selvagens. No entanto, a verdade é que esse ganho de entendimento sobre comportamento e instinto dos animais ao visitar esses locais é pequeno, se é que ele existe – até porque os animais não se comportam de modo natural pelo simples fato de estarem confinados. As pessoas podem aprender mais sobre animais selvagens assistindo a documentários que mostrem os mesmos em seus habitats ou realizando expedições específicas para observar esses animais na natureza.

Se as cinco razões acima não são suficientes para derrubar a validade dos zoológicos no que diz respeito aos direitos animais, ainda pode-se acrescentar os seguintes fatos, que já constituem senso comum : animais em zoológicos morrem prematuramente, sofrem doenças decorrentes de cuidados inadequados e negligência, e muitos locais treinam animais para performances semelhantes às de circos.

A melhor forma de provocar o fim desses locais de confinamento e de crueldade compulsória aos animais selvagens é através do boicote e da divulgação dessas atrocidades, para fazer elevar a consciência do público quanto a este equívoco histórico.

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