Santa Cruz do Sul (RS) terá unidade móvel para castração de animais

Santa Cruz do Sul (RS) terá unidade móvel para castração de animais

Santa Cruz do Sul deve ter uma Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Umees) – Castra móvel no ano que vem. Trata-se de um ônibus adaptado com salas cirúrgicas, que circula pelos bairros carentes para fazer a castração de cães e gatos. A verba de R$ 150 mil para a implementação do serviço no município foi requerida pela vereadora Bruna Molz (PTB) ao deputado federal e senador eleito, Luís Carlos Heinze (PP).

A vereadora esteve em Brasília no dia 7 de novembro e teve o retorno do deputado nesta sexta-feira, 23. Bruna conta que a ideia surgiu após conhecer o serviço em Porto Alegre, ainda em 2012. “Me chamou muito atenção, porque é uma maneira muito eficaz de controlar a natalidade de cães e gatos, principalmente nas periferias, que é onde está o acúmulo de animais abandonados”, explica.

Conforme Bruna, atualmente a Prefeitura tem uma parceria com duas ONGs para a castração de animais. As instituições podem repassar alguns procedimentos para as famílias de baixa renda. No entanto, ainda segundo a vereadora, o número é muito pequeno. “As pessoas também têm o problema porque não conseguem se locomover dos bairros para o centro com o animal”, ressalta. Dentre os bairros que a vereadora acredita que o serviço irá funcionar, está o Santa Vitória, Esmeralda, Pedreira e no Loteamento Viver Bem, no Bairro Dona Carlota.

Agora a Prefeitura precisa cadastrar um projeto junto a Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde para a liberação da verba. Também será o Município que irá escolher o veículo para adaptar. O castra móvel precisa ter sala de medicação pré-anestésica, sala cirúrgica, sala de pós-operatório, sala de assepsia e autoclavagem e os materiais necessários para a execução dos procedimentos.

Segundo o secretário de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, técnicos da secretarias de Saúde e Meio Ambiente  irão trabalhar na elaboração de um projeto técnico para submeter ao Ministério da Saúde na segunda-feira, 26. “Primeiro, é preciso definir um formato, modelo de atendimento e o valor de contrapartida da Prefeitura. Por exemplo, é necessário prever se o Município irá adquirir um ônibus e adaptar ou adaptar um ônibus cedido por uma empresa privada. Faremos o possível para tirar o projeto do papel o mais rápido possível”, salientou.

Por Karolaine Pereira

Fonte: GAZ

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