Sem dinheiro, reserva natural fecha as portas para visitação no Amapá

Revecom não recebe novos animais para tratamento desde o fim de 2016. Prefeitura informou que trabalha na reativação do processo para repasse.

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Sem dinheiro, reserva natural fecha as portas para visitação no Amapá
Revecom abriga cerca de 300 animais silvestres (Foto: Cassio Albuquerque/Arquivo G1)

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – Revecom em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, suspendeu a visita de turistas ao espaço, que abriga cerca de 300 animais silvestres. O principal motivo, segundo a gerência da unidade, é a dificuldade financeira em manter a estrutura e os custos do local.

Reserva tem 17 hectares de floresta conservada
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)

O administrador da reserva, Paulo Amorim, disse que para manter os serviços, são necessários aproximadamente R$ 20 mil por mês, dinheiro que não é arrecadado por causa da falta de repasses da prefeitura de Santana, que teria assinado um convênio com a unidade. Ele completou que desde o fim de 2016 a reserva não recebe novos animais para tratamento.

A prefeitura de Santana informou que está trabalhando na reativação do processo para prestação de contas e repasse de recursos para a Revecom. A gestão completou que a documentação será encaminhada para tramitação na procuradoria do município.

“Não estamos recebendo mais animais desde o ano passado e agora suspendemos a recepção de visitantes, porque a reserva está com dificuldades financeiras, que se refletem na estrutura e serviços do local. A reserva não vai fechar, vamos continuar fazendo a conservação da área e dos animais, mas com essas limitações”, enfatizou.

Entre as espécies que vivem na Revecom, estão araras, onças, papagaios e tucanos, jabutis, cobras, macacos, entre outros. Além disso, a RPPN Santana possui 17 hectares de mata preservada e nascentes.

Além da visitação, outro projeto suspenso na Revecom  foi de educação ambiental para crianças da rede fundamental de Santana e alunos universitários, que incluía passeio ecológico e aulas na reserva.

A falta de recursos, segundo ele, reflete na dificuldade para conseguir medicamentos, quitar salários atrasados de funcionários, pagamento de energia elétrica, entre outras limitações, diz o administrador.

“A reserva entrou no vermelho e só se mantém com doações de empresas parceiras e alguns recursos. Há mais de 3 meses que não recebemos da prefeitura, que gerou um prejuízo aproximado de R$ 30 mil”, ressaltou.

Para tentar reverter a situação, a Revecom iniciou uma campanha online para arrecadar recursos que serão investidos na manutenção da reserva. Podem ser feitas doações em dinheiros ou produtos, para entrega na própria unidade, segundo a administração.

Por Jéssica Alves 

Fonte: G1

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