Três Lagoas, MS, cria semana de atividades para estimular a adoção de cães e gatos

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Três Lagoas, a 313 quilômetros de Campo Grande, passa a contar a partir deste ano com uma semana de atividades voltadas a estimular a adoção de animais abandonados na cidade, como cães e gatos, que estão recolhidos no Centro de Zoonoses e em entidades protetoras.

A lei que instituiu a “Semana da Adoção de Animais” foi promulgada pela Câmara de Vereadores da cidade e publicada nesta sexta-feira (12), no Diário Oficial dos municípios de Mato Grosso do Sul. As atividades, que passam a integrar o calendário de eventos de Três Lagoas, vão ocorrer no mês de agosto.

Além de fomentar a adoção, a iniciativa pretende mostrar a população que o abandono de animais é um problema que afeta a toda a cidade, que é degradante e vai contra a dignidade do animal, e que pode ocasionar sérios contratempos em relação a saúde pública.

De acordo com o texto da lei, durante a semana equipes do Centro de Controle de Zoonoses e das entidades protetoras dos animais poderão montar centros de adoção nos bairros, com o objetivo de alcançar um publico ainda maior para o evento.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Até que enfim um município cria uma data que não coincide com o óbvio Dia Mundial dos Animais, comemorado em outubro, pois a data mundial acaba ofuscando qualquer outra. Ao criar a Semana da Adoção de Animais no mês de AGOSTO, o legislador foge do lugar-comum e cria uma nova oportunidade no ano para se tratar da questão animal, sem prejuízo para a data conhecida em todo o planeta. Diferente do que ocorreu em Santa Catarina, que tinha uma data estadual de proteção aos animais (28 de abril), mas que revogou a lei que a criou. A bobagem se consumou com substituição por uma “semana de comemorações” exatamente em outubro, coincidindo com a data mundial. Antes eram duas datas para os animais. Agora, na prática, é só uma. Foi medida típica de oportunistas, que querem legislar apenas para angariar simpatia entre os protetores, estabelecendo uma lei inócua, que acaba por prejudicar as ações pró animais ao eliminar esta segunda oportunidade de evidenciar a causa animal.

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