Ursa polar morre após amiga ser transferida do SeaWorld em San Diego, EUA

Ursa polar morre após amiga ser transferida do SeaWorld em San Diego, EUA

Uma ursa polar de 21 anos, moradora do Parque SeaWorld, em San Diego, Estados Unidos, morreu nesta terça-feira, 18, semanas após outra ursa polar ser transferida para um programa de reprodução em outro parque. As duas moravam juntas no parque desde 1997 e eram consideradas ‘melhores amigas’.

Segundo o Daily Mail, Szenja estava lenta e sem fome desde que sua amiga, Snowflake, havia sido transferida para um parque de outra cidade, no fim de fevereiro, a fim de engravidar.

Ao longo da vida, Szenja participou de uma série de estudos acerca dos hábitos e comportamentos hormonais de ursos polares, diz a NBC.

À época do anúncio da transferência de Snowflake, milhares de pessoas assinaram uma petição pedindo que ela ficasse no SeaWorld, sob o argumento de que os esforços para a reprodução seriam desnecessários – grande parte dos ursos polares nascidos em cativeiro morrem na infância.

Em nota, o SeaWorld lamentou a morte da ursa. “Szenja era amada como membro da nossa família animal. É um dia muito difícil para nós”, diz o texto. “Szenja não apenas tocou os corações daqueles que cuidaram dela nas últimas duas décadas, mas também das milhões de pessoas que tiveram a chance de vê-la em pessoa. Estamos orgulhosos de termos feito parte da vida dela e de saber que ela inspirou pessoas do mundo inteiro a proteger ursos polares na natureza”.

O parque afirmou que o corpo da ursa polar foi enviado para a autópsia e a causa da morte só será descoberta nas próximas semanas.

Já o PETA, organização de proteção dos animais, emitiu uma nota assinada pelo vice-presidente da entidade na qual diz que Szenja morreu por ter ficado com o coração partido. “Após perder sua amiga de 20 anos, Szenja fez o que qualquer um faria ao perder toda a esperança: desistiu. Isso deveria ser um aviso ao SeaWorld: parem de reproduzir e importar animais, fechem as exposições com animais e aposentem os que estão lá em santuários”.

Fonte: Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo)

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