Foto: Jaime Rivera

Veracruz é o primeiro estado mexicano onde as rinhas de galo estão proibidas

É a primeira vez que a SCJN reconhece que nenhuma atividade cultural ou tradicional que fira aos animais pode estar acima do bem-estar animal.

Integrantes do Movimiento Conciencia Fundación Internacional por los Derechos de los Animales celebraram a resolução da Suprema Corte da Justiça da Nação que nega a revisão do amparo 163/2018 promovido pela Comisión Mexicana de Promoción Gallística A.C. contra a Lei de Proteção dos Animais para o Estado de Veracruz, informou Claudia Leonardo, porta-voz do referido Movimento.

“Esta resolução se converte em uma conquista histórica na luta pelos direitos dos animais em nível estadual e nacional, já que estados vizinhos começaram a trabalhar de maneira legislativa desde seus congressos e pediram a proibição das rinhas de galos da mesma forma que ocorreu em Veracruz”, diz Claudia Leonardo.

Foto: Especial

O SCJN concluiu que a proibição da rinha de galos é constitucional e que, embora essa seja uma expressão de certa cultura, nenhuma prática que envolva maus-tratos e sofrimento desnecessário de animais pode ser considerada uma expressão cultural protegida Constituição

“A Corte reconheceu que as normas afetam os direitos da posse sobre as aves e os organizadores das rinhas de galos, mas a sentença esclarece que esta não é uma afetação desproporcional em vista do objetivo perseguido por essas normas, que é a proteção do bem-estar animal”, finalizou Claudia Leonardo.

O porta-voz do Movimiento Consciencia destacou o esforço e a participação de todas as organizações locais e estaduais de proteção animal e a pressão da sociedade que impulsionou esse processo, pois estabelece um precedente, já que pela primeira vez o SCJN reconheceu que nenhuma atividade cultural ou tradicional que ferir os animais pode estar acima do bem-estar animal.

Por Raymundo León / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Diario de Xalapa

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