Vídeo chocante de maus tratos a cães na Calheta, em Portugal; associação resgata os animais

A Associação Ajuda a Alimentar Cães (AAC) resgatou ontem oito cães que estavam em condições higieno-sanitárias bastante precárias, no edifício do antigo matadouro da Calheta, num espaço improvisado pelo Município que serve de acolhimento temporário para animais errantes.

Na sequência de uma denúncia que chegou à associação, um grupo de voluntários deslocou-se ontem à tarde àquele “canil clandestino” com o objectivo de retirar os animais daquele espaço que, considera, não reúne as condições legalmente exigidas para a manutenção de animais de companhia em cativeiro.

Vídeo chocante de maus tratos a cães na Calheta, em Portugal; associação resgata os animais
Vídeo chocante de maus tratos a cães na Calheta, em Portugal; associação resgata os animais

Os ‘patudos’ foram encaminhados para o Hospital Veterinário do Funchal, situado em Santo António, para serem desparasitados e avaliados. Vão juntar-se em breve a ‘Noa’, uma cadela doente que foi resgatada do mesmo espaço e está em tratamento.

Os oito cães estavam infestados de parasitas, um deles tinha dezenas de carraças nas orelhas e no sobreolho. Um já estava a perder o pêlo devido à sarna e outro apresentava larvas nas feridas evidenciando a falta de cuidados veterinários.

“Descobrirmos um canil ilegal, ninguém sabia sequer da existência disto”, constata Mariana Nóbrega, presidente da AAC à reportagem do DIÁRIO que acompanhou a operação de resgate.

O espaço que empresta as ruínas ao improvisado centro de recolha de animais errantes, não poderia ser mais irónico. Trata-se do prédio do antigo matadouro do concelho onde os cães retirados das ruas são submetidos a uma morte lenta. Há semanas, um cão sucumbiu e ali permaneceu cadáver durante cinco dias até que alguém o fosse remover. A falta de um funcionário durante o dia é notório e explica em parte o problema. Pelo estado em que se encontram os animais, a associação acredita que passam dias à fome.

Na maioria das jaulas não há recipientes próprios para a comida que é lançada ao chão, entre dejectos e urina. Para beber, os animais contam com água esverdeada servida em baldes, conforme documentam fotos e vídeos na posse da AAC.

Este caso já chegou ao conhecimento da GNR em princípios de Março e poderá chegar a tribunal. João Henrique Freitas, consultor jurídico e membro da associação disse ao DIÁRIO que está a equacionar apresentar queixa-crime contra desconhecidos por maus-tratos a animais de companhia.

A Associação Ajuda a Alimentar Cães está a equacionar avançar com queixa-crime por maus tratos a animais de companhia. (Fotos: Rui Silva/ASPRESS)
A Associação Ajuda a Alimentar Cães está a equacionar avançar com queixa-crime por maus tratos a animais de companhia. (Fotos: Rui Silva/ASPRESS)

Por Ricardo Duarte Freitas 

Fonte: Diário de Notícias / mantida a grafia lusitana original

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