Foto: Pixabay

Vitória! A Western Michigan University School of Medicine (EUA) parou de fazer testes em animais vivos

À luz da terrível dor e tortura a que os animais vivos são submetidos quando usados em experimentos de laboratório, muitos cientistas e pesquisadores deram prioridade à busca de alternativas humanitárias para a experimentação de animais vivos. Isso resultou em uma gama de desenvolvimentos tecnológicos que não são apenas mais éticos, mas, em muitos casos, também são mais úteis para os seres humanos.

De acordo com uma pesquisa de programas de residência em medicina de emergência nos EUA e Canadá, 95 por cento (214 de 226) dos programas usam apenas métodos de treinamento sem animais e relevantes para humanos com seus alunos. Há pouco tempo, a Escola de Medicina e Mestrado (WMed) da Western Michigan University School of Medicine, em Homer Stryker, captou esta tendência ao fazer a transição de seus alunos para longe da prática em animais vivos.

A decisão do WMed de abandonar o treinamento em vida animal veio após a faculdade ser contatada pelo Comitê de Médicos para Medicina Responsável, uma organização de saúde sem fins lucrativos que promove “altos padrões para ética e eficácia em pesquisa e treinamento médico”. Em junho de 2017, o Diretor do Comitê dos Médicos para Assuntos Acadêmicos, John Pippin, M.D, F.A.C.C. entrou em contato com os funcionários do WMed para informá-los sobre métodos de treinamento “superiores do ponto de vista educacional e ético” que não requerem o uso de animais. O Dr. Pippin sugeriu que a universidade começasse com o uso da simulação entre outras alternativas ao treinamento em animais.

O corpo docente da universidade foi muito receptivo a essa sugestão e, após avaliar as evidências fornecidas pelo Dr. Pippin, decidiu acabar com o uso de animais vivos em seu currículo de treinamento. Depois de ouvir as notícias da resolução do WMed, o Dr. Pippin teria dito que “O Comitê de Médicos parabeniza a WMed por sua decisão e pela disposição do corpo docente de rever o currículo à luz das mudanças nas tendências nacionais e dos recentes desenvolvimentos em tecnologia. O fornecimento de métodos modernos de treinamento baseado em humanos irá equipar melhor os residentes de medicina para fornecer a qualidade dos cuidados médicos que os pacientes merecem.”

Anterior à mudança, os estudantes do programa de residência em emergência médica do WMed usavam porcos vivos para praticar procedimentos médicos humanos, o que envolvia colocar as pobres criaturas em situação de extrema dor. Muitas vezes, os porcos não sobreviviam às sessões de treinamento, mas quando o faziam, eram mortos depois.

A escolha da WMed de abandonar o treinamento em animais vivos para alternativas humanitárias é uma grande vitória para os animais, e nós aplaudimos a disposição da universidade em repensar os métodos ultrapassados em prol da moralidade e da relevância humanas!

Por Estelle Rayburn / Tradução de Leonardo Lobo da Luz

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: Não há nada de “humanitário” no uso de animais vivos para experimentos científicos. Ético é não usá-los.

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.