Viver e morrer num aviário: o mundo visto pelos olhos das galinhas

Filme mostra como as galinhas vivem e morrem, mas a partir de uma perspetiva diferente.

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Viver e morrer num aviário: o mundo visto pelos olhos das galinhas
Foto: DR.

Um filme de realidade virtual da associação internacional pelos direitos dos animais Animal Equality promete mostrar às pessoas como é estar num aviário e expor como vivem as galinhas desde o primeiro dia até ao 42º, dia em que são mortas.

O iAnimal, filme gravado com câmaras de 360 graus, quer revelar “o que a indústria da carne tenta esconder” e fazê-lo “experienciar a partir de outra perspetiva – pelos olhos de outro animal”, explica Amanda Abbingtone, a atriz que narra a produção.

Para conseguir este efeito, as câmaras foram colocadas no chão do aviário e seguiram o crescimento das galinhas desde o nascimento e todo o processo da indústria até elas serem mortas.

Elas são geneticamente alteradas para crescerem mais rápido e algumas ficam tão pesadas que não conseguem andar, segundo o Huffington Post.

“Deviam ver isto antes de comerem carne porque acho que não a iriam comer”, diz a atriz britânica no filme, gravado ao longo de meses em matadouros mexicanos e do Reino Unido.

Amanda Abbingtone contou que chorou quando o viu o filme pela primeira vez e a sua reação foi gravada.

O filme está disponível também no site da iAnimal.

Para a diretora do Reino Unido da Animal Equality, Toni Shephard, o filme vai chocar a maioria das pessoas pela escala dos aviários e a intensidade do ambiente.

“Muitos acham que galinha é um tipo de carne mais saudável do que a carne de vaca ou de porco, mas na realidade as galinhas sofrem em maior número e mais severamente – dezenas de milhares amontoadas em armazéns industriais onde ficam coxas pelo peso dos corpos cujo crescimento é acelerado de um modo não natural e morrem de fome e desidratação”, explica Toni Shephard.

Em março deste ano foi feito outro filme do mesmo género que mostrava, por sua vez, a indústria da carne pela perspetiva de um porco

Fonte: DN / mantida a grafia lusitana original

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