Zoonoses de Brasília está sem anestésico para eutanásia de animais, acusa ativista

Zoonoses de Brasília está sem anestésico para eutanásia de animais, acusa ativista

Muito abatida e quase inerte, a cadela Luna estava no canil do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Brasília, na tarde de segunda-feira (10/8). Com leishmaniose, ela foi deixada pelo tutor, no dia 17 de setembro, para ser sacrificada. No entanto, segundo funcionários do órgão, há meses não há medicamento anestésico para a eutanásia, por isso o procedimento não foi feito até hoje.

A protetora de animais Carolina Mourão soube da ausência de medicamento ao ser procurada pela dona de um animal que procurou o serviço de eutanásia e teve uma negativa da Zoonoses.

Temendo que a injeção letal seja aplicada de forma dolorosa para os animais ou que eles sejam mantidos doentes, a ativista foi à Justiça, no dia 25 de setembro, para pedir a interdição do CCZ ou a remoção de cães com leishmaniose do canil.

Nos Centros de Controle de Zoonoses, animais com doenças transmissíveis para humanos e sem cura, como raiva e leishmaniose, são sacrificados com a finalidade de controle epidemiológico.

Em conversa gravada com uma funcionária, a dona do animal que procurou Carolina pergunta sobre a possibilidade de eutanásia no Centro de Controle de  Zoonoses. Na conversa, a servidora explica que o serviço não está sendo feito. A orientação foi para que a dona do animal procurasse a rede particular.

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O advogado de Carolina Mourão, José da Silva Moura Neto, afirma que há duas hipóteses de irregularidades relacionadas à falta de medicamento anestésico. “Se não estão matando os animais com leishmaniose, acontece o risco de contaminação, porque eles estão sendo acumulados. Se estão matando sem anestesia, consideramos que estão sendo praticados maus-tratos”, explica.

O Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Sindivacs-DF), que recebeu denúncias de funcionários, também acompanham o caso.

“Nós estamos atrás dessa informação e eles (Secretaria de Saúde) não nos passaram nada. Fizemos solicitação, fomos lá, e não tivemos essa resposta. Fizemos um ofício e estamos aguardando. Seria leviano dizer que está acontecendo isso ou aquilo. Qualquer que seja a situação, é gravíssima”, afirma a diretora do Sindivacs-DF, Ildeci da Silva Pinto.

Outro lado

A Secretaria de Saúde (SES) negou a falta de medicamentos na rede. “Nesse momento, a farmácia central possui todos os medicamentos utilizados para eutanásia de animais com sorologia positiva para leishmaniose e o Centro de Zoonoses aguarda a entrega do pedido realizado”, disse a pasta, por meio de nota.

Ainda segundo a SES, “a Gerência de Zoonoses informa que não houve eutanásia de animais sem a utilização do anestésico. Atualmente, apenas um animal aguarda pelo procedimento. O medicamento utilizado nesses casos está com entrega prevista para esta semana”, concluiu.

Por Manoela Albuquerque

Fonte: Metrópoles


Nota do Olhar Animal: Antes de tudo, é escandaloso que prefeituras continuem assassinando animais com leishmaniose, uma aberração ética e técnica.

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