121 milhões de porcos são mortos para alimento nos EUA todos os anos

121 milhões de porcos são mortos para alimento nos EUA todos os anos

A triste verdade é que a prática cruel da criação de porcos não existiria sem a demanda por produtos derivados de suínos, que está mais alta do que nunca.

Ano após ano, as grandes fazendas se tornaram consistentemente maiores, colocando mais porcos em menos instalações e maximizando o lucro com pouca ou nenhuma consideração pelo bem-estar dos animais.

Desde 1978, o número de suínos em fábricas industriais aumentou para quase 60 milhões de animais, enquanto as pequenas fazendas familiares de suínos tornaram-se quase obsoletas. Segundo a organização Humane Society, as fazendas industriais de porcos eram 20 vezes maiores em 2007 do que em 1978.

A triste verdade é que a prática cruel da criação de porcos não existiria sem a demanda por produtos derivados de suínos, que nunca foi tão grande. O americano médio que come carne consome cerca de 31 porcos durante sua vida. Isso se compara a 10 vacas, 71 perus e mais de 2,000 frangos.

Em 2007, havia menos de 1 milhão de animais em fazendas com tamanho para menos de 100 animais. De acordo com um relatório do Sentience Institute, divulgado no início deste ano, 98,3% dos suínos nos EUA vivem em fazendas industriais.

Foto: Andrew Skowron

O fato de mais porcos estarem vivendo em fazendas maiores só piorou suas vidas. Apesar do que os agricultores prometem a respeito do bem-estar de seus animais, a vida dos porcos nas fazendas industriais é desanimadora. Antes mesmo de saírem do caminhão, esses porcos são destituídos da dignidade que os seres humanos dão de bom grado a cães e gatos, e são rotulados como mercadoria.

Durante uma investigação recente da PETA, mais de 1.000 porcas mães foram encontradas sofrendo vidas miseráveis ​​em cercados numa das maiores fazendas de suínos da Colúmbia Britânica. A investigação da PETA estimulou a ação direta de centenas de ativistas, que continuaram documentando a crueldade ocorrida dentro da fazenda.

Filmagens da fazenda mostram porcos e leitões sendo mantidos em cercados minúsculos, onde são incapazes de se mover ou cuidar uns dos outros adequadamente. Em alguns casos, leitõezinhos morrem bem na frente do rosto da mãe, sem que ela possa fazer nada por seus filhotes. Os leitões viviam entre seus irmãos mortos e moribundos. Lesões como hérnias, lacerações e tumores não são tratados e continuam a exacerbar o sofrimento desses animais. Alguns não conseguem andar no chão de ripas, nada naturais para qualquer animal viver, e morrem lentamente onde desmoronam. Porcos mortos foram encontrados apodrecendo em seus currais.

Estima-se que 121 milhões de porcos são mortos para alimento nos EUA todos os anos.

Foto: Tosha Lobsinger

Porcos vivem uma vida de total sofrimento nas fazendas industriais, longe da vida natural que merecem. Quase 1.5 bilhões de porcos são mortos para alimento todos os anos no mundo todo. Eles vivem suas vidas em currais horríveis e superlotados, como se para esconder da luz do dia suas personalidades incrivelmente leais, amigáveis ​​e brincalhonas.

Leitões são separados de suas mães a partir dos 10 dias de idade. As mães dão à luz sem descanso nem espaço para virar seus corpos por até quatro anos antes de serem abatidas. Os leitões são então transferidos para currais, onde crescem até cerca de 45 quilos. Os fazendeiros então mandam os leitões, chamados de porcos alimentadores, para estados de cultivo de milho, como o Illinois e a Indiana, onde os porcos atingem o peso do mercado (cerca de 136 quilos). Na carroceria de caminhões lotados a caminho do abate, até 1 milhão de porcos morrem a cada ano.

Quando os porcos chegam ao matadouro, seu sofrimento se intensifica. Em um matadouro na Austrália, trabalhadores foram encontrados afogando porcos em água fervente enquanto os animais ainda lutavam por suas vidas. Este vídeo mostra inúmeras ocasiões em que os porcos são mortos na frente de outros porcos. Sangue espirra de seus pescoços enquanto eles gritam e começam a convulsionar.

No início deste ano, o prolífico ativista dos direitos dos animais James Aspey viajou para um matadouro de porcos em Toronto, Canadá, onde 10.000 animais morrem todos os dias. Cerca de 23 milhões de suínos já foram mortos em 2019 só no Canadá.

“Aqueles porcos estavam mudos e quietos, o que era tão estranho”, contou Aspey. “Passei um bom tempo olhando no olho de um que olhava para mim. Aquele lindo olho azul parecia tão humano. Há uma pessoa ali dentro vivendo num inferno.

Toda a indústria trata os porcos, que são criaturas altamente inteligentes, emocionais, e sociais, como meros objetos, unidades de produção. Isso é evidenciado pelas vidas pavorosas que esses animais sofrem do nascimento até a morte. De acordo com pesquisadores especializados em animais da Aussie Farms, quando a indústria teme que as vendas possam cair, ela reage fazendo o mínimo possível para satisfazer os consumidores, mantendo o máximo de lucros.

“Este é o seu último dia”, disse Aspey a um porco a caminho do matadouro. “Você provavelmente teve seis meses de vida simplesmente horríveis. Você ainda é um bebezinho e vai ser colocado em uma câmara de gás. Isso vai te queimar por dentro. Você vai ficar apavorado.”

O uso de gás é geralmente considerado o modo mais “humano” de matar porcos. Os animais são colocados em câmaras de gás para “dormirem” antes de serem esfaqueados na garganta com uma faca comprida. Como você pode ver aqui, esses porcos não parecem estar dormindo, ou sequer perto de dormir, por sinal. Eles batem violentamente nos lados da câmara de gás, empurram seus focinhos através das barras e tentam, em vão, escapar.

“Se esse é o método mais humano”, disse Aspey, “talvez não devêssemos usar método nenhum”.

Por Andrew Skowron / Tradução de Alda Lima

Fonte: Sentient Media

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