28 hipopótamos encontrados mortos em parque nacional da Etiópia

28 hipopótamos encontrados mortos em parque nacional da Etiópia

Vinte e oito hipopótamos foram encontrados mortos no parque nacional da Etiópia, Gibe Sheleko, localizado no sudoeste do país, noticiou a CNN. De acordo com a chefe do parque, Behirwa Mega os corpos dos animais foram encontrados entre o dia 14 e 21 de abril e os especialistas estão a investigar o caso para tentar encontrar uma explicação.

Segundo Mega, os 28 hipopótamos encontrados mortos fazem parte da população mais velha que habita no local, o que pode justificar as mortes, no entanto, a chefe do parque confessou à CGTN Africa que “atividades ilegais tem ameaçado a existência do parque” como o corte de árvores.

Apesar da causa das mortes ainda ser desconhecida, os animais são considerados vulneráveis e encontram-se na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, visto a sua espécie ser ameaçada pela caça ilegal, doenças, perda de habitat e poluição, de acordo com os especialistas.

Em 2017, mais de 200 hipopótamos foram encontrados mortos devido a um surto de carbúnculo no Parque Nacional Bwabwata, na Namíbia. Os dentes caninos dos animais são exportados por caçadores furtivos para países como os Estados Unidos para serem utilizados em substituição das presas de elefante.

Segundo a IUCN, existem entre 115 000 e 130 000 hipopótamos em todo o mundo, logo, é necessário que a conservação da espécie seja considerada “uma prioridade”.

As previsões apontam para que o número de hipopótamos que habitam no continente africano diminuam este ano, devido a um abate programado para maio, no vale do rio Luangwa, na Zâmbia. Apesar das associações e ativistas que defendem os direitos dos animais estarem contra este abate, o governo decidiu levar a decisão em frente devido aos “benefícios do empreendimento”.

“As justificações para este abate – que está a ser abertamente comercializado para pagar caçadores de troféus – são como um mar de areia movediça”, confessa o presidente da Born Free, Will Travers à Bussiness Insider Africa. “Originalmente, era para prevenir um surto de carbúnculo. Depois foi porque os níveis de água no rio Luangwa eram precariamente baixos. Agora é porque existe uma perceção de superpopulação de hipopótamos. Nenhuma dessas “justificações” resistem ao escrutínio”.

Um fornecedor de caça sul-africano está a vender pacotes no valor de 120 000 euros que permitem ao comprador caçar cinco hipopótamos. O abate poder gerar mais de 2 milhões de euros para os caçadores e o governo da Zâmbia.

A Born Free já apelou ao governo do Reino Unido para que o país utilizasse a sua influência para suspender o abate. No ano passado, o governo britânico enviou cerca de 52 milhões de euros para a Zâmbia para ajudar na redução da pobreza, educação e refeições escolares.

Fonte: Notícias ao Minuto / mantida a grafia lusitana original 

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