35 mil elefantes mortos anualmente: grupo norte americano trabalha para salvá-los

35 mil elefantes mortos anualmente: grupo norte americano trabalha para salvá-los

Por Monique Coppola / Tradução de Marli Vaz de Lima

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Cerca de 35 mil elefantes africanos são mortos a cada ano por suas presas, de acordo com algumas estimativas, e especialistas em vida selvagem dos EUA estão soando o alarme na esperança de que o mundo vá ouvir.

Peter LaFontaine, oficial de campanha do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW – International Fund for Animal Welfare), em Washington, diz que enquanto a China é o consumidor número um de marfim, uma grande quantidade também é traficada e vendida nos EUA, às vezes passando por antiguidade.

Assim, um esforço está em andamento pelo Serviço Pesca e Vida Selvagem (Fish and Wildlife Service) dos EUA para implementar o que LaFontaine descreve como uma proibição quase completa sobre o marfim.

“Isso não só criaria segurança para os agentes que aplicam as leis, seria realmente esclarecedor para os consumidores, aos quais de outra forma tenham sido dadas informações contraditórias sobre o que é legal e o que não é”, explica ele.

Por exemplo, alguns produtos de marfim podem ser comprados legalmente caso tenham sido produzidos antes de 1976.

LaFontaine diz a proibição iria eliminar muitas das lacunas. Ele diz que há cerca de 400.000 elefantes africanos remanescentes – bem abaixo dos 10 milhões de apenas um século atrás.

LaFontaine enfatiza que o esforço para salvar elefantes precisa estar em três frentes – com mais assistência no terreno para combater os caçadores ilegais, trabalhando para pôr fim ao tráfico e à corrupção que envolve o comércio ilegal, e reduzindo a demanda do consumidor por marfim, com leis bem como com educação.

“Assim que você fizer as pessoas compreenderem que cada pedaço de marfim vem de um elefante morto, você já fez ótimo progresso a fim de acabar com o problema da compra”, ele ressalta.

Os elefantes são atualmente classificados como ‘vulneráveis’ pela Lei das Espécies Ameaçadas, mas o IFAW e outros grupos de vida selvagem estão tentando alterar seu status para ‘ameaçados’.

Isto significaria maiores restrições, incluindo o fim do troféu americano para caçadores que matam por esporte uma média de 400 elefantes por ano.

Fonte: Public News Service

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