EUA leoes marinhos mortos represa

47 leões-marinhos mortos por agentes da vida selvagem este ano em represa nos EUA

Tradução de Alice Wehrle Gomide

A cada ano, no começo da primavera, leões marinhos oportunistas se alimentam de milhares de peixes migratórios ao longo do Rio Columbia na Represa Bonneville.

O governo federal autorizou as agências de vida selvagem em Washington e Oregon a matar a remover leões marinhos da Califórnia vistos se alimentando das populações de salmão, esturjão e truta prateada em 2008.

Os agentes já mataram 47 leões marinhos no âmbito desse plano de gestão somente este ano, de acordo com o Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon. Entretanto, a aprovação do governo para este plano vence em junho e os grupos ativistas estão lutando para impedir que seja renovado.

“Isto é, podemos dizer, um tipo de esteira da morte. Você coloca os animais nela e você nunca vai sair porque não está te levando para lugar algum. O que você está fazendo não é progresso de forma alguma. O que significa que você esta matando-os por nada”, disse Sharon Young da Sociedade Protetora à agência de notícias KGW.

O plano foi colocado em prática para salvar a queda das populações de peixes. Os leões marinhos capturaram cerca de 5.800 salmões, 34 esturjões e 500 trutas prateadas, de acordo com um relatório de monitoramento de quatro meses publicado em 2015 pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon.

“Estes são os peixes que muitas pessoas estão trabalhando muito duro para salvar ao melhorar o habitat e fazer melhorias na represa, e nós não queremos dar um passo para trás ao vê-los sendo comidos por leões marinhos em seu caminho de volta da desova”, disse Michael Milstein, um porta-voz pelo NOAA, à KGW.

Os agentes removeram permanentemente 32 dos leões marinhos em 2015. Eles são autorizados a usar medidas letais em até 93 leões marinhos ao ano, de acordo com o Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Oregon.

“Eu não acho que precisamos matar cada leão marinho que a gente vê. Não é este o ponto aqui”, Bill Monroe Jr., um guia de pesca esportiva que apoia o programa, disse à KGW. “O ponto aqui é abater a população até o ponto onde não causará um impacto muito grande”.

Fonte: Whio

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