À beira do extermínio, cães com leishmaniose são resgatados do ‘corredor da morte’

Três cães que seriam sacrificados foram levados de um canil da Prefeitura de Osvaldo Cruz. O fato foi registrado na Delegacia da Polícia Civil na tarde desta quinta-feira (2).

A Prefeitura de Osvaldo Cruz, através de sua Assessoria de Imprensa, informou à reportagem do iFronteira que elaborou um Boletim de Ocorrência sobre o caso de subtração de animais que seriam eutanasiados por conta do diagnóstico clínico de leishmaniose.

O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) recebeu dos próprios donos dos animais o pedido de recolhimento dos cães, devido ao risco de contágio de leishmaniose em seres humanos, conforme comunicou ao iFronteira a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

De acordo com o Poder Executivo, os cães foram recolhidos na quarta-feira (1º) e seriam eutanasiados na quinta-feira (2), mas antes foram levados do canil municipal. “O vigia do canil viu quem foram os autores da subtração e será testemunha na polícia”, informou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

“Houve informação no sentido de onde estão localizados os animais e o Serviço de Inspeção Municipal localizou os mesmos e comunicou o fato à Polícia Civil, que agora cuida do caso”, comunicou a Assessoria de Imprensa ao iFronteira.

Segundo a Polícia Civil, foi registrado um Boletim de Ocorrência por danos ao patrimônio e agora será investigado quem danificou o portão do canil.
Protocolo

Segundo a Prefeitura de Osvaldo Cruz, “os animais eram todos sadios, adultos, mas com diagnóstico de leishmaniose”. “Assim, o Serviço de Inspeção Municipal segue a orientação e os protocolos tanto do Ministério da Saúde quanto do Conselho Federal de Veterinária no sentido de que não sejam tratados animais portadores da doença”, informou.

O extermínio continua sendo a indicação recomendada nos termos da Portaria 1.426, de 11 de julho de 2008, em que os ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) proíbem o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes com produtos de uso humano ou que não tenham registro federal.

Fonte: iFronteira (editada)

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.