A galinha do aviário que se estica para ver a luz em sua gaiola abarrotada mostra as realidades do criação industrial

A galinha do aviário que se estica para ver a luz em sua gaiola abarrotada mostra as realidades do criação industrial

Ao comprar uma caixa de ovos da mercearia, muitas pessoas não param para pensar no sofrimento imenso que uma criatura viva teve que suportar para que esses ovos fossem produzidos. Mas, embora possa ser conveniente ignorá-lo, a verdade inevitável da questão é que as galinhas de aviário são condenadas a uma existência abismal a fim de alimentar o apetite da sociedade por seus ovos.

Como outros animais de criação, essas aves são tratadas como mercadorias descartáveis na indústria moderna da pecuária, em vez do que elas realmente são: criaturas sencientes que são altamente capazes de sentir dor. Com absolutamente nenhuma preocupação demonstrada pelo seu bem-estar, as galinhas poedeiras são empurradas para minúsculas gaiolas de metal, não maiores que um pedaço de papel padrão, em grupos de cinco ou até dez.

Confinadas nessas prisões de arame, que lhes negam a capacidade de abrir as asas ou andar mais que alguns pequenos passos, as aves passam suas vidas curtas sendo exploradas por seus ovos. Por fim, ao passar do tempo de produtividade, acabam por perder a sua vida miserável no matadouro ou por meio do uso de gás, e são substituídas por galinhas jovens e altamente produtivas que logo terão o mesmo destino sombrio, serão maximizadas também. E o ciclo continua e continua.

Não é difícil argumentar que essa é uma vida horrível (se é que você pode chamar isso de vida), especialmente quando você adiciona evidências visuais à mistura. Basta olhar para esta foto de uma galinha poedeira presa no inferno que é uma operação de criação industrial:

Se você olhar de perto, pode ver que o bico desta pobre ave está cortado e ela está abarrotada com várias outras galinhas. Mas talvez a coisa mais reveladora nesta foto seja o olhar triste e desesperado em seus olhos.

Nas palavras de Jo-Anne McArthur, dedicada ativista dos direitos dos animais e fotógrafa que tirou esta foto no ano passado dentro de uma fazenda industrial na Espanha, “olhar por sessenta segundos apenas para uma gaiola nessas instalações parece uma eternidade, como se não fosse só uma vida inteira que estivesse contida naquele minuto, mas a existência de um ciclo infinito de galinha após galinha após galinha, botando ovo após ovo após ovo, comendo a mesma dieta invariável de milho e farelo de soja ricos em proteínas: a cada minuto de cada hora de cada dia até que elas não sirvam mais e sejam mortas.”

Muito horrível de imaginar, não é? E, no entanto, esta é a realidade para as inúmeras aves vítimas da cruel criação industrial.

Se você concorda que esse ciclo desnecessário de sofrimento é absolutamente repugnante, nós o encorajamos a alinhar sua dieta com seus valores, e troque ovos, carne e laticínios por proteínas totalmente humanas à base de vegetais. Para obter uma grande quantidade de informações úteis sobre como fazer essa transição e o enorme impacto no salvamento de animais que você terá ao fazer isso, confira o livro Eat For The Planet.

Por Estelle Rayburn / Tradução de Maria Leticia Guerra Machado Coelho

Fonte: One Green Planet 

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.