A mãe que nunca amamentou

A mãe que nunca amamentou

Por Ellen Augusta Valler de Freitas

ELLEN leitematerno

O leite materno é quente.

O leite que vem da geladeira é gelado, porque vem da geladeira e foi processado por mãos de terceiros.

Foi roubado e deixou bebês com fome.

Causa morte e sofrimento das mães.

A mulher mãe amamenta pois não pode fazer outra coisa, está em sua natureza.

Mas hoje, o olhar do outro, o olhar do homem, a faz mudar de ideia, a faz mudar de rota, a faz parar antes da hora, ou nem começar.

Muitas mulheres trocam seu leite pelo leite de outras fêmeas, causando sua morte. E prejudicando o seu bebê, inclusive intelectualmente.

O leite de vaca provoca a escravidão de vacas, morte de bezerros e posterior morte de suas mães. É ingenuidade achar que vacas vivem felizes. Em nenhum lugar, nem mesmo na Índia, há paz para esta espécie. Ilusões precisam ser quebradas, sobretudos para as mulheres, que acreditam nelas a séculos.

Ilusões contadas por homens. Ilusões esotéricas. Ilusões cosméticas.

Algumas feministas alegam que as mães precisam parar de amamentar quando bem entendem, pois o homem vê a mulher que amamenta como mãe e não como mulher na hora do sexo.

Essas feministas machistas novamente reforçam o olhar do outro, o olhar do homem, e são elas, as mulheres, as mais machistas. E se Fritjof Capra, em O Ponto de Mutação, não entendia como o machismo tinha durado tanto tempo em nossa civilização, aí pode estar uma das explicações. A mulher traz dentro de si um muito deste sentimento, transmite-o na educação para seus rebentos menimos e meninas, pode ser, não?

É insuportável que o homem ainda siga sendo tratado pelas mulheres como um bruto, que não controla suas emoções, como um pobre coitado, que dependa de nossas atitudes para ser feliz no sexo. Ele que revisite sua visão com relação aos nossos seios maternos, porra! Ele que enteda e que erotize a sua esposa neste momento e para além dele, e compreenda que é temporário! E, que as mulheres, sobretudo as que se consideram feministas, aprendam que é o homem que precisa elaborar o comportamento feminino, aprender com ele, entender as formas de seu corpo e seus hormônios e que neste momento, seios com leite, é quando ela é mãe e mulher.

Agora: se ele não saca seu corpo e você arrumou um marido torpe, não enfie uma vaca no meio disso tudo, ok?

Se um homem, ou se uma feminista como eu, ousar criticar isso, os pseudolibertários te chamam de machista. Assim como te chamam de qualquer coisa, as pseudofeministas, quando você as questionam, por que elas ainda tomam leite, comem ovos e laticínios, se o mesmo é fruto de uma exploração machista massiva, se vem de uma indústria capitalista, não impostando se vem de fundo de quintal ou de uma fazendinha, ou mesmo de agrigultura familiar, é machista pois explora fêmeas, tira seu leite e seus filhos e os vende como mercadoria barata.

A mulher entra no jogo como uma marionete, entra no outro jogo – não amamentar, amamentar só um pouco – para manter a beleza, para estar no ‘mercado’, para ser bonita, para ter “colágeno”. É impressionante o quanto há de mulheres que entram nessa neurose idiota do colágeno a qualquer custo. Éssa mentira, de que se engolir uma galinha, vai ficar com a pele firme. Quanto mais flácida (pois entraram em outros jogos, os do leite, cigarro, falta de exercício, etc), mais querem comer frango, peixe, etc. Mais querem se encher de silicone e mais buscam se entupir de bagulhos à base de animais, sejam fêmeas ou machos. A beleza natural, a saúde natural (mental, intelectual), essa não importa mais. Nem os filhos. Aliás, quem se importa com os filhos? Na maior parte das vezes, salvo exceções, vejo se importar com filhos aqueles que nem querem os ter.


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