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A Primeira Igreja dos Direitos dos Animais tentou lançar o movimento em 1921

E se…?

Por Merritt Clifton / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Igreja direitos dos animais

E se o movimento dos direitos dos animais tivesse realmente sido lançado a partir do antigo movimento humanitário de 55 anos atrás, antes dos métodos das fazendas industriais terem sido inventados, antes que o uso de animais em laboratórios tivesse expandido como um grande negócio, antes da gestão da vida selvagem ter sido financiada pelas taxas de licença para caça, antes do movimento humano ter sido dominado pelo bem-estar animal ao invés da filosofia dos direitos dos animais?

Isto não é uma mera fantasia. Poderia ter acontecido, impulsionado pela breve confluência de Diana Belais e Royal Dixon, personalidades extravagantes e carismáticas cujos talentos e passado, diferentemente misturados, estavam paralelos aos da falecida Cleveland Amory, quem fundou o Fundo para os Animais em 1968, e Ingrid Mewkirk, quem cofundou o People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) em 1981.

Começou com 300 grandes doadores

Belais e Dixon, em 13 de março de 1921, atraíram mais de 300 proeminentes e prósperos nova-iorquinos para o Hotel Astor para a reunião de fundação da Primeira Igreja pelos Direitos dos Animais.

Igreja direitos dos animais2“As reuniões ocorrerão todos os domingos às 15 horas no hotel”, reportou o The New York Times. “Uma escola para as crianças para ensinar compaixão pelos animais e a prevenção e cura de doenças em aves e cães também está sendo contemplada. Um ritual com animal e uma bíblia animal serão usados nas reuniões de domingo. A Bíblia conterá capítulos de ambos Antigo e Novo Testamentos, lidando com a humanidade para com os animais”.

“A unidade de toda vida”

Cartões de sócios distribuídos para os doadores estipulavam que o propósito da Primeira Igreja dos Igreja direitos dos animais3Direitos dos Animais era “Pregar e ensinar a unidade de toda vida, e despertar a consciência humana; lutar pela causa dos direitos dos animais; desenvolver o caráter dos jovens através de uma educação humanitária; treinar e colocar nas ruas trabalhadores humanos; despertar a realização de que toda criatura viva tem o direito inalienável da vida, liberdade e da procura pela felicidade; atuar como um manancial espiritual e porta-voz das organizações humanas e sociedades animais, e dar um melhor entendimento do trabalho e das necessidades destas para o público”.

Edwin Markham

Além de Belais e Dixon, ambos oradores talentosos, os porta-vozes incluíam Miles M. Dawson, um ativista pela saúde nacional; o advogado John Edward Oster, lembrado como o biografista definitivo de John Marshall, o primeiro chefe de justiça da Suprema Corte dos EUA; e Anna Catherine Murphy, segunda esposa do poeta Edwin Markham.

Igreja direitos dos animais4Markham, então com 69 anos, dedicaria em 1922 ao Memorial Lincoln em Washington. Com sua morte em 1940 o jornal The New York Times o congratulou como “o decano dos poetas americanos”. E ainda assim quase nada se sabe de Murphy. “Eu nunca tinha ouvido sobre isto antes, e parece ter pouca coisa escrita sobre suas esposas”, a biografista de Markham, Annette Nellen, disse ao Animals 24-7. “Edwin Markham escreveu artigos sobre o trabalho infantil que ajudaram a ter as leis decretadas. Eu não li todos os seus poemas, mas eu não me lembro de nenhum com temática animal”, apesar de Nellen lembrar que ele escreveu poemas intitulados de “The Hummingbird” (O Beija-Flor), “The Lizard” (O Lagarto), e “The Panther” (A Pantera).

Diana Belais

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Diana Belais, 51, descrita algumas vezes na imprensa como uma fogueira de cabelos ruivos encaracolados, e como me meia-idade aos 67 anos, já vinha batalhando em nome dos animais por grande parte de sua vida. Um registro publicado de seu ativismo anti vivissecção parece ter começado em 1889, quando ela ainda tinha 19 anos. Ela fundou The Open Door (A Porta Aberta), uma revista sobre o bem-estar animal em 1895, e continuou publicando até 1938. Seu marido, o joalheiro David Belais, em 1893 fundou a Sociedade Humanitária de New York (formalmente incorporada em 1904).

David e Diana Belais parecem ter ficado insatisfeitos com a deriva da Sociedade Americana Protetora dos Animais (SPAA), então com 35 anos, longe do enfoque do fundador Henry Bergh de fazer investigações anti crueldade, para se focarem durante boa parte do século 20 em realizar controle de animais pela cidade de New York. Em 1912, David Belais contestou o uso de $1 milhão pela SPA em recibos do contrato de controle de animais, para começar a usar o dinheiro para salvar mais dos 80.000 animais por ano que a SPAA estava matando com gás carbônico.

Luta contra a SPAA e a Associação Humanitária Americana

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Tomando uma posição mais forte do que a SPAA contra o uso de animais em laboratório, a Sociedade Humanitária de New York logo se viu condenada pelo ostracismo pela Associação Humanitária Americana, então a única organização humanitária nacional cujo foco na época estava na proteção das crianças.

Em 1908 Diana Belais fundou a Sociedade Anti Vivissecção de New York, para fazer campanha contra a vivissecção mais rigorosamente do que as restrições de operar um abrigo animal permitiam.

Pelas próximas duas décadas, Diana Belais teve frequente destaque em debates públicos contra proeminentes pesquisadores médicos – uma vez, três contra um – e o escritor de ficção científica H.G. Wells, que defendia a vivissecção.

Diana Belais também predisse o uso até certo ponto de erotismo pela PETA para promover a causa animal. Um evento de arrecadação de fundos em novembro de 1912 para a Sociedade Anti Vivissecção de New York ocorrido no Hotel Plaza criou um agito particular.

Maud Ingersoll

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“A identidade de duas mulheres da sociedade que aparecem dançando danças gregas e modernas não foi descoberta”, disse o New York Tribune, mas as duas jovens mulheres que estavam com Blais e podem ter sido as dançarinas eram Maud R. Ingersoll, então com 30 anos, e E. Almy Gatter, com a mesma idade.

Maud Ingersoll, filha do famoso orador radialista Robert Ingersoll, era na sua juventude uma ativista bem conhecida, viajando e algumas vezes dando palestras com seu pai desde seus 15 anos até sua morte em 1899. Mas a notoriedade de Robert Ingersoll entre as tendas de evangelistas fez da sua filha um alvo. Vários episódios confusos após a morte dele deram aos evangelistas muito assunto. O trabalho de Maud Ingersoll pela Sociedade Anti Vivissecção de New York pode ter acabado antes da tentativa de formar a Primeira Igreja dos Direitos dos Animais.

Royal Dixon

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Na formação da Primeira Igreja dos Direitos dos Animais, a estrela principal era Royal Dixon, autor do The Human Side of Plants (O Lado Humano das Plantas – 1914), The Human Side of Birds (O Lado Humano das Aves – 1917) e The Human Side of Animals (O Lado Humano dos Animais – 1918).

Uma citação na Wikipedia tirada aparentemente da Nova Enciclopédia Internacional de 1926 diz, “Royal Dixon (1885-1962) era um autor americano, nascido em Huntsville, Texas, estudou no Instituto Sam Houston e era um estudante especial da Universidade de Chicago. Após passar cinco anos no departamento de botânica no Field Museum de Chicago, ele entrou no ramo literário como membro da equipe do Houston Chronicle. Ele fez contribuições especiais para o jornal de New York, onde ele lecionou pelo Conselho de Educação. Seu interesse e atenção eram direcionados à imigração, como um diretor de publicidade da Comissão dos Imigrantes na América, e como editor gerente do The Immigrants In America Review”, um periódico que desapareceu sem qualquer rastro.

Homônimos

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Em 1932 Royal Dixon disse que tinha nascido em 1885, mas o Registro de Óbitos de Segurança Nacional, que lista todos os nascimentos e mortes de residentes dos EUA conhecido como Administração de Segurança Social dos EUA, não possui registro de tal nascimento. Um jornal em 6 de junho de 1962 reportou que Dixon morreu em Houston, citando sua idade tanto como 75 e 82 anos. O Registro de Óbitos de Segurança Nacional não lista a morte de qualquer pessoa chamada de Dixon perto da data da morte de Royal Dixon, mas documenta que oito homens foram chamados de Royal Dixon, dois deles com tempo de vida aproximado ao do autor.

Os outros seis todos nasceram enquanto o autor e professor estava no meio de sua carreira. Cinco nasceram em lugares onde ele discursou.

Raspou anos de sua idade?

Um dos dois velhos Royal Dixons, 1892-1971, era muito jovem para ter a história de vida que o autor
disse ter antes de produzir seu primeiro livro, e parece ter vivido quietamente na área rural de New Igreja direitos dos animais10York. Um dos jovens Royal Dixons parece ter sido o filho desse homem. O outro velho Royal Dixon, 1876-1963, parece ser o autor – se o autor tivesse raspado nove anos de sua idade verdadeira na informação dada à Nova Enciclopédia Internacional. Isto parece provável: o autor Royal Dizon, em 1940, ainda estava divulgando seus discursos com uma foto de perfil usada pelo menos 25 anos antes, quando ele afirmou em Atlanta que “Toda mulher recria algum tipo de flor ou planta”. A seção da revista Atlanta Constitution na ocasião devotou uma página inteira às avaliações de Dixon das socialites incluindo Miss Eva Balfour –  uma trombeta – e Sra Ava Willing Aster – a Rosa da Beleza Americana.

O que aconteceu?

A primeira assembleia da Primeira Igreja dos Direitos dos Animais, assim como qualquer coisa que Belais ou Dixon faziam, gerou uma publicidade reverberante. Dois meses depois ela foi discutida no Mansfield News, de Mansfiel, Ohio. O Evening Independent de Massilon, Ohio, comparou a religião Bahai com a Primeira Igreja dos Direitos dos Animais em 1932. O San Antonio Light mencionou a Igreja em conexão com uma palestra de Dixon em 1936.

Igreja direitos dos animais11E mesmo assim não há registro de que a Primeira Igreja dos Direitos dos Animais tenha tido uma segunda reunião, apesar do sucesso da primeira, e apesar do tempo do lançamento parecer auspicioso.

O movimento humanitário dos EUA aproveitou o rápido crescimento da formação da SPAA em 1867 até 1914, com a Sociedade de Educação Humanitária Americana como um braço eficaz de recrutamento para toda a causa.

Bandas da Misericórdia

Formada por George Angell em 1882, 14 anos após ele ter fundado a SPA Massachusetts (SPAM), a Sociedade de Educação Humanitária Americana teve como foco por cerca de 30 anos encorajar a organização de clubes de educação humanitária chamados de Bandas da Misericórdia.

Igreja direitos dos animais12Mais de 265.000 Bandas da Misericórdia foram formadas até a morte de Angell em 1909. Seu sucessor, o Reverendo Francis Rowley, fez um encontro de Bandas da Misericórdia na Cidade do Kansas em 1914 que levou 10.000 professores e ministros para aprenderem sobre educação humanitária, e 15.000 estudantes para escutar as aulas. Uma organização paralela de adolescentes chamada de Jack London Club dizia ter 750.000 membros. A 1ª Guerra Mundial e a recessão pós-guerra, entretanto, causaram uma queda violenta na arrecadação de fundos da SPA de Massachusetts. Rowley ficou com uma enorme dívida ao construir o Hospital Animal Angell Memorial, inaugurado em 1915. Para evitar perder o hospital, a SPAM cortou as Bandas da Misericórdia e os Jack London Clubs.

Mesmo assim, em 1921, havia a possibilidade de que Belais e Dixon – ou alguém – poderiam continuar, recrutando os novos graduados adultos das Bandas da Misericórdia e Jack London Clubs, para ajudar a educar e inspirar outra geração de ativistas.

Por que isso não aconteceu?

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Uma perspectiva não familiar com as convenções da época poderia supor que incorporar a Primeira Igreja dos Direitos dos Animais como uma igreja – como a Sociedade dos Melhores Amigos dos Animais fez, 50 anos antes – entrou em conflito com os conservadores religiosos.

Como David e Diana Belais eram judeus, o mero uso do termo “igreja” por eles, usualmente reservado para cristãos, pode em retrospectiva ter sido visto como controverso.

Mas estes não eram os problemas. Naquela época, incorporar uma organização ativista como uma igreja era muito comum e muito não controverso, especialmente com conservadores religiosos, que tipicamente incorporavam sociedades para promover temperança e castidade como igrejas não-denominais, e a maioria dos EUA aceitava o apoio judeu.

A falta de fundos não parece ter sido o problema também. Diana Belais tinha um grande sucesso nos eventos de arrecadação de fundos mesmo nas profundezas da Grande Depressão.

Dixon seguiu pela estrada

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O que os registros mostram é que Royal Dixon logo seguiu em frente. Não há nenhuma indicação que Dixon voltou a cruzar caminhos novamente com David e Diana Belais, ou retornou para New York.

Dixon estava no conselho dos Geographic Players, formado na cidade de New York em 1933 pelo paleontologista Roy Chapman Andrews. Mais de 50 outros ilustres culturais e cientistas ao redor dos EUA aprovaram o esforço de Andrews de “estabelecer um teatro legítimo, onde os geógrafos, exploradores e cientistas do mundo pudessem apresentar suas experiências e registros de uma forma popular”. Dixon não estava na lista dos apresentadores durante o ano em que o teatro durou.

Vivia com uma mala

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Dixon parece ter passado a maior parte de sua vida viajando, vivendo com uma mala. Seu sucesso como um autor de livros populares de história natural já estava vários anos atrás dele em 1921, assim como a maioria de suas publicações sobre imigração, mas na era antes da televisão, apresentadores de entretenimento estavam em grande demanda. Quase toda semana pelas próximas várias décadas Dixon apareceu em algum lugar, quase sempre falando nos clubes de mulheres sobre flores e animais.

A chegada do rádio, das restrições de viagem da 2ª Guerra Mundial, e eventualmente da televisão, cortaram repetidamente a audiência dos professores itinerantes. Conforme Dixon envelhecia, ele parece ter visitado menos grandes e até mesmo cidades de tamanho médio. Mas ele continuou na estrada até bem tarde na vida, explicando a evolução em Emmett, Arkansas, passando como um “profundo estudante da Bíblia” em San Antonio, e discutindo a história das invenções em Corpus Christi.

Os Belais continuaram

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David e Diana Belais, após a curta existência da Primeira Igreja dos Direitos dos Animais, continuaram seu trabalho da mesma forma que antes.

David Belais em junho de 1927 ganhou a primeira e talvez única condenação de um vivisseccionista pela lei anti crueldade de 1867 do estado de New York. O jornal Time recontou, “O médico era David H. Shelling, que estava tentando determinar a relação entre restrições na dieta e a formação de ossos no Hospital Judeu em Brooklyn. Na primavera passada o superintendente da Sociedade Protetora dos Animais de New York visitou o hospital. No laboratório de Shelling ele encontrou uma cachorra com seu focinho amarrado com fita adesiva. Ela não podia comer, beber ou lamber suas feridas. Isso era crueldade, decidido pelo agente, que depois prendeu o pesquisador Shelling”.

Condenação ganha

“David Belais, presidente da Sociedade Protetora dos Animais, alterou seu testamento para cortar o Hospital Judeu de seu legado”.

Igreja direitos dos animais17“Magistrado Charles Haubert não sabia quais licenças, pela lei de 1867, ele poderia dar aos experimentos científicos do Dr. Shelling; considerado culpado; sentença suspensa”.

O superintendente da SPA de New York era Harry Daniel Moran, contratado em 1918. Após ir ao funeral de David Belais em 6 de junho de 1933, Moran sofreu de apendicite aguda no dia seguinte, seguida de pneumonia. Ele morreu 13 dias depois.

“O luto pela morte do Sr. Belais parece ter agravado a condição do Sr. Moran”, o The New York Times reportou.

“Legião de Cães Heróis”

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Diana Belais continuou lutando contra vivissecção em 1935, mas parece ter decidido eventualmente que melhorar a imagem pública dos animais seria necessário para alcançar progresso legislativo. Chegando ao fim ela formou a Legião de Cães Heróis em 1930, honrando nove cães em 1931, 13 em 1933 e mais em 1935 e 1937.

Conforme a Legião de Cães Heróis ganhou reconhecimento nacional, Diana Belais em janeiro de 1932 disse à mídia que “Um exército pacifista está sendo mobilizado em cada distrito eleitor em New York para dar apoio aos candidatos humanitários”,

Sociedade Vegetariana Americana

Concebida como o protótipo para organizar uma organização política pró-animal nacional, esta pode ter sido uma precursora para a formação em 1947 do Partido Vegetariano Americano por membros da Associação Naturopática Americana, que esperavam retirar o apoio aos vivissecionistas. Em agosto de 1947 o Partido Vegetariano nominou o pioneiro em restaurantes vegetarianos John Maxwell, 84, para presidência.

Mas Diana Belais não viveu para ver isso. Reconhecendo sua idade avançada e considerando que ela não tinha nenhum sucessor apto, ela resolveu em 1935 acabar com a Sociedade Anti-Vivissecção de New York e distribuir os bens da sociedade, avaliados em $80.000, para outras organizações pró-animais que estavam passando por dificuldades pela Grande Depressão. A soma era equivalente a mais de $1 milhão no poder aquisitivo de hoje.

Financiamento foi para outros

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Diana Belais foi imediatamente desafiada por uma coalisão de membros da sociedade liderado por Helen King, uma residente de Brooklyn descrita pelo autor Gay Talese em 1960 como “uma juíza de concursos que, desde 1935, já deu 1000 carros, milhões em dinheiro, e 300 viagens gratuitas para terras exóticas”.

Tentando derrubar Diana Belais através de procedimentos internos, King entrou com uma ação para tentar bloquear o plano de redistribuir os bens em março de 1937. Diana Belais sobreviveu a 1938. Ela morreu, aos 74 anos de idade, em 12 de fevereiro de 1944.

Ironicamente, o maior legado já deixado para a Sociedade Anti Vivissecção de New York, uma propriedade de $460.000, chegou em maio de 1945. Ele foi redistribuído entre seis outras organizações.

Fonte: Animals 24-7

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