A raiz da violência não é o modo como qualquer animal é tratado

Os maus-tratos começam quando se força qualquer animal (humano ou não-humano) a fazer o que não quer, sem consentimento do animal usado, para obtenção de vantagens alheias às do próprio indivíduo, nesse caso abaixo, o cavalo, animal não-humano explorado.

Protetores dos animais criticam cavalgada por maus-tratos a cavalos em Três Lagoas, MS

Assim como não somos donos/proprietários de pessoas humanas, o mesmo há de se aplicar a animais não-humanos os quais possuem os mesmos interesses básicos de não serem explorados. Muitas vezes a exploração vem camuflada como uma espécie de troca à tutela, mas a tutela/proteção de qualquer animal, independe de tais práticas utilitaristas, tanto para humanos quanto para não humanos, sejam elas crianças, idosos, pessoas com necessidades especiais ou quaisquer animais não-humanos e demais seres em estado de vulnerabilidade. Apenas fiscalizar não entra na raiz da questão, pois o animal continua sob a condição escravocrata, cerceado de sua liberdade, tendo que andar para onde o pseudo-dono manda, trabalhando contra as suas próprias vontades. Seja para turismo ou qualquer entretenimento humano, seja para montaria da polícia ou de qualquer outro cidadão, não é uma prática que respeita esse e tantos outros animais enquanto indivíduos. Portanto, não só sob meu ponto de vista como também numa questão factual, o bem-estarismo que é essa visão distorcida contra os maus-tratos, mantem animais enquanto propriedade, é uma visão, no mínimo equivocada, que existe há mais de duzentos anos, só  aumentando o numero de animais a serem explorados, pois não lida com a raiz da questão. Assim como não aceitamos condições impostas a nós, podemos também defender uma proteção animal mais integral. Pela abolição da escravidão animal.


Fabiu Buena Onda, polinizaDor social

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.