Abandono de animais: o que fazer para acabar com o problema em Laranjeiras do Sul, PR?

Abandono de animais: o que fazer para acabar com o problema em Laranjeiras do Sul, PR?
Foto: Reprodução internet

O abandono de animais é uma realidade vivenciada fortemente na sociedade. São abandonados na maioria das vezes em parques, praças, estradas, porta de pet shops e em frente a comércios. Depois de abandonados eles começam a buscar abrigos em lugares escuros e de pouca limpeza e acabam, muitas vezes, em terrenos baldios e construções. Esse é um assunto bastante complexo e envolve a conscientização e sensibilidade das pessoas.

Conscientização

O médico veterinário e proprietário do pet shop Menegas, Maicon Menegas, explica quais seriam as medidas que poderiam ser tomadas na tentativa de amenizar a situação do abandono de animais.

“Penso que essa questão de abandono de animais é bastante complicada e envolve muito além de apenas uma associação de protetores que se dedica a fazer o possível para que todos os animais que estão nas ruas sejam resgatados, envolve também a conscientização da população em geral e, principalmente, deveria envolver os órgãos políticos, que muitas vezes acabam deixando de contribuir para a solução desse problema”, diz.

Menegas acredita que a primeira medida para diminuir a população de cães abandonados seria a castração. Deveria haver projetos para que fossem realizadas o máximo de castrações possíveis. “Muitas vezes também têm muitos animais machucados e doentes nas ruas, muitos deles atropelados, com diversas fraturas, enfim, todos os tipos de problemas”, relata.

Associações

Segundo o veterinário, alguns cidadãos quando encontram esses animais acabam recorrendo às associações, porém sabemos que essas não tem capacidade física para acomodar a todos esses animais. Então a pessoa que quer contribuir teria que recolher esse animal da rua e levar para sua casa, tentar fazer um tratamento correto, com acompanhamento de veterinário, é claro que nem em todos os casos isso será possível, porém é uma das únicas formas de ajudar um animal ferido e abandonado.

“Mas se houvesse, como já disse, um programa de castração e a colaboração tanto da população quanto de órgãos políticos já diminuiria a quantidade de animais abandonados e consequentemente diminuiria também o número de animais doentes deixados nas ruas. Mas essas mudanças deveriam ser alavancadas por projetos políticos de controle populacional de animais de rua, para que a população percebesse que pessoas de influência também estão dispostas a ajudar”, destaca.

Responsabilidade

Na opinião do profissional, muitas pessoas pegam um cachorro e levam para casa sem pensar na responsabilidade que isso requer, parte das pessoas não levam em consideração que um animal precisa de ração, de vacinação, ser castrado, que precisa de uma casinha, e muitas vezes, quando a pessoa vê que não vai dar conta, ela acaba abandonando o animal.

“O problema de abandono de cães cresceu muito nos últimos meses, muitos cães estão sendo deixados nas ruas. As pessoas passaram a achar que a associação tem a responsabilidade de recolher esses animais, sendo que deveria ser apenas um apoio e não um refúgio”,  declara o veterinário.

Segundo ele, faltam projetos, ações para controle populacional, para controle de castrações, talvez até um projeto de lei desenvolvido pelo poder público, onde seja exigida certa regularização para ter um animal, algumas exigências que façam com que as pessoas percebam as responsabilidades que terão ao adquiri-los. “É uma forma de controlar esse crescimento populacional de animais nas ruas”, complementa.

Como disse o veterinário, além da castração, a educação sobre posse responsável aparece como aspecto fundamental para tentar amenizar a situação.

Ao levar um animal para casa, deve-se ter consciência de que eles têm necessidades, provocam gastos, vivem por muitos anos e, algumas vezes, tem comportamentos imprevisíveis.

Fonte: Correio do Povo do Paraná 


Nota do Olhar Animal: A receita é a mesma para esta cidade e para todas: esterilização em massa, educação para a tutela responsável, promoção da adoção, desestímulo ao comércio, envolvimento da população.

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