Abandono de gato em abrigo de Ilha Solteira (SP) vira caso de polícia

Abandono de gato em abrigo de Ilha Solteira (SP) vira caso de polícia

Por Douglas Cossi Fagundes

O abandono de um gato próximo a sede da Associação Protetora dos Animais de Ilha Solteira (APAISA), virou caso de polícia esta semana. E não é a primeira vez que isso acontece.

De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil, no último domingo (19) uma mulher foi de táxi até a sede da entidade, que fica no Cinturão Verde, para deixar um gato de rua (que estava trancado no porta-mala do veículo) que vivia próximo de sua casa, na zona sul. Como a APAISA estava fechada, ela teria oferecido o animal para uma criança que mora na região. Como ele se negou, ela tentou abandonar o gato no Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), que fica ao lado da APAISA. Quando ela abriu o porta-malas, assustado, o gato fugiu.

Avisado por moradores, Marcelo Siqueira de Almeida, o Cilim, da APAISA, identificou o taxista e a mulher que foram até o local e registrou um Boletim de Ocorrência por abuso de animais.

Procurado, o taxista teria informado que, antes de ir até a APAISA, a mulher pediu que ele fosse até o Recanto Feliz, no Jardim Aeroporto. E que ela só não jogou o gato pela cerca, devido aos cachorros que ficam soltos no local.

Abandono – Esse não é o primeiro caso de abandono que levou a entidade a registrar Boletim de Ocorrência. Mas são raros, porque a identificação de quem abandona não é fácil. “As pessoas precisam saber que isso tem punição. Ele não é presa, mas pode ser condenada a pagar uma multa”, disse Cilim.

A APAISA até recolhe cães e gatos perdidos e/ou machucados e teoricamente sem donos, que são levados até o local. Animais abandonados também acabam sendo acolhidos. “Nós sempre pensamos no bem-estar do animal. Eu não pego uma cria inteira, por exemplo, até porque se aparecerem duas ou três, não teremos espaço. Geralmente, tiro fotos, divulgo nas redes sociais e oriento agendar a castração no CCZ. Mas em alguns casos pegamos o animal, porque se não fizermos isso, a pessoa vai sair dali e soltará o coitado em algum lugar. Mas o ideal é encontrar quem o adote. E ajudamos o proprietário nisso”, explica Cilim.

Cilim alerta para a situação dos gatos de rua, que são os que mais sofreriam maus-tratos, como violência e envenenamento. “Há muitos gatos de rua em Ilha Solteira. E são os que mais padecem, principalmente envenenados”, afirma Cilim.

Vale ressaltar que o Centro de Controle de Zoonozes realiza castração gratuita de animais em Ilha Solteira. Mais informações através do telefone (18) 3743-6077.

Fonte: Ilha de Notícias

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