‘Acabem com o genocídio de ratos em Paris’: Ativistas pedem por contraceptivos e não um ‘massacre’

‘Acabem com o genocídio de ratos em Paris’: Ativistas pedem por contraceptivos e não um ‘massacre’
Uma campanha realizada pelos administradores da cidade de Paris para acabar com os ratos das ruas e parques revoltou os ativistas dos direitos dos animais, que querem que a cidade desenvolva um plano “contraceptivo” ao invés de um “massacre” dos roedores.

“Nós precisamos encontrar alternativas como uma política contraceptiva”, ela contou ao jornal Le Parisien.

“Você tem que ensinar às pessoas a conhecer os ratos e não ter medo deles. Eu gostaria de ensinar às pessoas a lutar contra suas fobias, ao invés de contra os ratos. Nós devemos parar esta violência. Isto é um péssimo exemplo”.

Outros especialistas apontaram que milhões de ratos residentes em Paris são na realidade úteis para a cidade ao consumirem nove quilos de lixo cada um, por ano. Eles também agem para manter os esgotos desbloqueados.

Nem todo mundo em Paris é a favor da guerra recém-declarada pela prefeitura contra os ratos, anunciada em resposta ao aumento da população de roedores na cidade.

Vários parques, incluindo o Champs de Mars, ao lado da Torre Eiffel, estão fechados por duas semanas enquanto os caçadores de ratos, armados com veneno e armadilhas foram enviados para fazer esse trabalho sombrio.

Uma petição exigindo o fim do “massacre” da população de ratos já juntou mais de 20.000 assinaturas em poucos dias.

A petição foi feita pela ativista dos direitos dos animais Josette Benchetrit.

“Em nome da fobia por ratos, estamos matando sem misericórdia todos esses desafortunados”, ela disse.

“Ratos não são perigosos para os humanos. Sua única culpa é que, de acordo com os parisienses, eles não são agradáveis aos olhos”.

“Mas é este um motivo real para infligir a pena de morte a eles? Eu sou uma psicóloga de crianças e estou horrorizada com a crueldade dos homens.”

Benchetrit rotulou George Salines, o oficial parisiense responsável pela campanha, de “o chefe assassino”.

Mas Salines defendeu a campanha.

“Quando é uma emergência… nós temos que realizar operações para destruir os ratos, o que não satisfaz ninguém”, Salines contou ao AFP em seu escritório adornado com fotos da flora e da fauna.

“Os amantes de animais não gostam disso, nem eu porque eu amo os animais também”, ele disse. “Os ratos se multiplicam muito, muito rapidamente”, o médico de saúde pública disse. “Enquanto eles tiverem comida, água e lugares para se esconder, eles irão se multiplicar”.

Por Ben McPartland / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: The Local 

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