Ação tenta identificar capivaras nas margens do rio Sorocaba, em Votorantim, SP

Ação tenta identificar capivaras nas margens do rio Sorocaba, em Votorantim, SP

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Um levantamento de campo, realizado pelas Secretarias da Saúde e do Meio Ambiente de Votorantim, busca identificar a população de capivaras que vive nas margens do rio Sorocaba e que costuma circular no perímetro urbano da cidade. Segundo a Secretaria de Comunicação, três grupos de animais foram identificados, apenas por observação. Ao todo, dez saídas de observação serão realizadas, com a finalidade de contar indivíduos, observar os animais, a localização dos grupos e o local de acesso à área urbana. 

No último dia 5, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria da Saúde, formada por um veterinário e um agente de endemias, junto com o secretário do Meio Ambiente, Carlos Alberto Leite, realizaram a primeira saída de observação. A equipe percorreu, de barco, um trecho de aproximadamente quatro quilômetros a partir da área próxima ao Terminal João Souto. Segundo a prefeitura, ainda não foi possível estimar o número total de animais que vivem às margens do rio.

Por se tratar de animais silvestres e protegidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é necessário seguir uma série de procedimentos. Por exemplo: não é permitido realizar captura ou manejo sem autorização e acompanhamento técnico de órgãos competentes. Os procedimentos são protocolados e têm autorização do Departamento de Fauna (Defau), do Estado de São Paulo, informou a Prefeitura.

“Feita mais esta etapa, todos os dados coletados e mais alguns documentos solicitados serão encaminhados ao Defau para avaliação e aprovação de um plano de manejo para a população de capivaras”, explicou a Secretária da Saúde, Izilda Maris Chiozzotto de Moraes.

Febre maculosa

A Prefeitura de Votorantim aguarda autorização para a realização de exames nas capivaras, a fim de constatar se possuem o carrapato do tipo estrela, transmissor da febre maculosa. Caso os animais não estejam contaminados, haverá a possibilidade de realização de castração das fêmeas para evitar o aumento da proliferação de capivaras. Se houve contaminação, o órgão responsável pela proteção dos animais é que determinará as medidas a serem tomadas pelo município.

Fonte: Cruzeiro do Sul

Nota do Olhar Animal: Desconhecemos quais seriam “as medidas a serem tomadas pelo município”, mas ao menos na grande maioria das cidades, o procedimento padrão é o assassinato das capivaras infectadas. Raro encontrar no serviço público membros capacitados tecnicamente e com padrão ético diferenciado, que ajam fora dos padrões para o qual foram adestrados, buscando soluções inovadoras que preservem a vida destes animais.

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