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Acidentes com animais em estradas aumentam 60% no frio e na neblina em Bauru, SP

Bichos saem da mata em busca do calor das estradas; atenção deve ser redobrada.

Por Cinthia Milanez

Os acidentes envolvendo animais na pista não são raros e podem se transformar em verdadeiras tragédias. Com o frio, o problema se intensifica ainda mais e a Polícia Militar Rodoviária prevê um aumento de 60% de casos do tipo neste período do ano, porque os bichos saem da mata para se refugiar no calor das rodovias. Esse item, associado ao fato de a neblina atrapalhar a visibilidade dos motoristas, preocupa as autoridades.

Para se ter uma ideia, de maio a agosto do ano passado, época que costuma esfriar, a polícia registrou 45 acidentes envolvendo animais nas rodovias de 35 municípios da macrorregião de Bauru e 20 na microrregião, que compreende 11 cidades. No mesmo período de 2014, foram 50 atropelamentos de bichos na macrorregião e 20 na microrregião. Esse tipo de ocorrência se dá em locais próximos a rios e matas fechadas.

Portanto, as vias mais propensas para acidentes com animais são a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú, e a Marechal Rondon (SP-300). “Os animais buscam se aquecer no calor das rodovias, principalmente, à noite, quando a visibilidade dos motoristas fica prejudicada. Quando há neblina, a situação piora”, defende o comandante interino da 1.ª Companhia de Policiamento Rodoviário de Bauru, o 1.º tenente Gabriel Eleutério Garcia.

Dicas

O tenente afirma que todo condutor deve acionar a lanterna de seu veículo em caso de chuva forte, neblina ou cerração, sob pena de multa no valor de R$ 85,00 e acréscimo de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Por precaução, a polícia recomenda que os motoristas acionem os faróis baixos dos veículos, mesmo durante o dia, fato que melhora ainda mais a visibilidade.

Inclusive, o tenente revela que o uso dos faróis baixos poderá se tornar obrigatório, já que a ideia passa pela avaliação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). “Por enquanto, só os motociclistas são obrigados a seguir a regra, mas é evidente que isso ajuda a prevenir acidentes, principalmente, em casos de ultrapassagem em rodovias que tenham pista simples”, reforça.

Agora, se os motoristas se depararem com animais na pista, a dica é reduzir a velocidade. “Se o animal for pequeno, o condutor deve seguir em frente, evitando frear bruscamente. Caso contrário, o motorista tem de desviar com cautela”, argumenta. A polícia faz patrulhamento nas rodovias e, quando identifica algum animal, aciona a concessionária ou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para que tomem as medidas cabíveis.

Alterações na lei

Animais de grande porte soltos pelas ruas e avenidas do município chegam às rodovias e seguem provocando acidentes. Há dois anos, o vereador Markinho da Diversidade (PP) reuniu autoridades para discutir o tema e chegou à conclusão de que só uma mudança da Lei Municipal n.º 4.286, datada de 1998, poderia contribuir para a solução do problema.

Segundo ele, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ficou de elaborar sugestões para alterar a lei, como o aumento do valor da multa para o proprietário que deixar seu animal solto. “Com a aprovação [no último dia 9] do projeto de lei que proíbe a circulação de carroças na cidade, podemos retomar o assunto, já que muitos animais soltos pertencem aos carroceiros”, sustenta.

Serviço

Se os animais estiverem soltos em perímetro urbano, as denúncias podem ser feitas no CCZ, pelo telefone (14) 3103-8050. Já nas rodovias, a população deve acionar a Polícia Militar Rodoviária através do 190.

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Fonte: JCNET

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