Acumuladores de Porto Alegre (RS) têm em média 36 animais, diz pesquisa

Acumuladores de Porto Alegre (RS) têm em média 36 animais, diz pesquisa

Levantamento da PUCRS mapeou perfil de acumuladores de animais. Estudo mostra que 38 pessoas foram entrevistadas entre 2015 e 2016.

Uma pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) mapeou o perfil dos acumuladores de animais em Porto Alegre. Dos 38 entrevistados, o estudo aponta que há uma média de 36 animais por casa, em um total de 1.379 entre cães, gatos, patos e pombos.

A pesquisa foi realizada entre agosto de 2015 e maio de 2016. Foram visitadas 64 residências da capital. Ao todo, 48 pessoas receberam a equipe, mas somente 38 aceitaram participar da coleta de dados.

O levantamento é de autoria do grupo “Avaliação, Reabilitação e Interação Humano-Animal”, coordenado pela professora Tatiana Quarti Irigaray, do curso de psicologia da PUCRS. Inédito, o trabalho foi realizado em parceria com o Ministério Público e a Secretaria Especial dos Direitos Animais de Porto Alegre (Seda).

O estudo incluiu entrevistas sobre o número e as espécies de animais em cada local, informações sobre castração, tempo de recolhimento do último animal; o maior número de animais que a pessoa já teve, o período da vida em que a pessoa começou a recolher os bichos e os motivos que a levaram a isso. Além disso, os participantes respondiam a testes para avaliação cognitiva, de personalidade e psicopatologia.

O levantamento mostrou que 28 dos entrevistados são mulheres, sendo 19 com mais de 60 anos, e 10 homens, cinco deles com mais de 60 anos. Além disso, 75% dos entrevistados recebem menos de dois salários mínimos. Apenas sete afirmaram ter todos os animais castrados, e 26 recolheram animais no último ano.

Ainda de acordo com a pesquisa, 60% dos participantes apresentaram sintomas de ansiedade, depressão, problemas de memória, pânico e TOC nos últimos meses. A acumulação de animais causa também isolamento, diminuição da rede social, dificuldades de planejamento e organização.

Com o resultado, o objetivo do trabalho é identificar sintomas potenciais que possam contribuir para o indivíduo se tornar um acumulador de animais e buscar um tratamento adequado.

Fonte: G1

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