Adoção de coelhos cresce em Nova York para fugir da solidão durante a quarentena

Adoção de coelhos cresce em Nova York para fugir da solidão durante a quarentena
Vários coelhinhos filhotes em um espaço reduzido. Foto: midiaindependente.org

Pessoas de praticamente todo o mundo têm enfrentado mudanças em suas rotinas desde o início da quarentena provocada pelo avanço do novo coronavírus. Até mesmo a adoção de coelhos foi afetada, crescendo consideravelmente em Nova York.

Colleen Venable, voluntária há cerca de três anos em dois abrigos de animais da cidade, afirmou à FoxNews que muitas pessoas que nunca haviam considerado coelhos estão adotando-os, o que levou ao esvaziamento do abrigo, que geralmente abrigava entre 20 e 40 animais.

Ela mesma diz que nunca tinha ficado com filhotes de coelhos, mas quando percebeu que teria mais tempo em casa decidiu assumir essa responsabilidade e levou dois coelhinhos de apenas três semanas de vida. “Eles têm me mantido entretida. Eu passo o dia cuidando deles, e eles cuidam de mim”.

O aumento na adoção de cães e gatos também já tinha sido noticiada no país. “Houve um aumento em todas as adoções. As pessoas precisam da companhia de um animal nesse momento, além de eles serem muito fofos”, afirmou Katy Hansen, diretor de marketing da organização Animal Care Centers de Nova York, ao jornal The Post.

Fonte: O Tempo


Nota do Olhar Animal: Lamentavelmente após o período de Páscoa boa parte dos coelhos adotados ou comprados são abandonados. Se a Páscoa já estimulava a adoção/compra impensada, o confinamento está fazendo, como mostra a matéria, ainda mais gente levar coelhos para casa. E o sofrimento do abandono não é problema apenas para os coelhos abandonados, mas também para seus descendentes, que são muitos, pois a reprodução rápida da espécie acaba gerando várias gerações destes animais nas ruas. Muita gente pensa na sua solidão, mas não nas consequências da adoção/compra para o coelho. Menos ainda quando os abandona.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.