Advogada aguarda necropsia de cachorro para acionar a justiça

Advogada aguarda necropsia de cachorro para acionar a justiça

A advogada Patrícia Araújo Barbosa, 26 anos, aguarda o resultado da necropsia realizada em seu cachorro para acionar a justiça e se pronunciar sobre o caso. Ontem, o corpo do animal foi submetido aos exames na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e o laudo pode ser divulgado na tarde desta terça-feira.

Ontem, Patrícia denunciou o Hotelzinho Caninos Adestramento por negligência pela morte misteriosa do seu cão de estimação, que havia sido deixado no lugar, em São Lourenço da Mata, para passar o feriadão. Patrícia contou nas redes sociais que deixou Kadu, um cachorro da raça beagle, porque iria passar o feriado de Tiradentes, no Rio Grande do Norte, mas ao retornar, teve a surpresa desagradável de encontrar o animal sem vida.

“Fizemos pesquisa e pegamos referências do hotelzinho, se imaginássemos que iria acontecer um absurdo desse, nem teria viajado mais”, lamentou a advogada,
explicando que o local para onde foi passar o fim de semana não aceitava cães de espécie alguma. “Foi a primeira vez que me afastei de Kadu. A empresa foi
recomendada por muitos criadores de animais e decidimos confiar, depois de muita pesquisa”, relatou.

Após acertada a estadia, o cão foi deixado no hotelzinho na quinta-feira passada, véspera do feriado, para ser buscado no final da tarde do último domingo. Para poder facilitar a devolução do animal, foi acordado entre os proprietários da empresa e a família da advogada que Kadu ficaria na casa do adestrador e filho do dono do hotelzinho, que fica mais próxima do centro de São Lourenço. De acordo com Patrícia, a ida do cão para a casa do filho do proprietário havia sido uma oferta do próprio dono. No local, haviam outros três cães, todos de grande porte.

O proprietário do hotelzinho, Nahum Anselmo, 45, contou que os três animais são adestrados e, inclusive, já conviviam com filhotes de gatos. “Apesar de serem grandes, eram adestrados e nunca deram problema, mesmo na presença de gatos”, informou. Quando a família de Patrícia chegou para buscar Kadu, ele
estava morto. Patrícia falou que encontrou o cachorro preso a uma corrente de
ferro e classificou a situação como “um procedimento irresponsável”. “É inconcebível esse tipo de profissional fazer algo dessa natureza”, disse.

O proprietário do hotelzinho lamentou a morte de Kadu e se comprometeu em pagar as despesas do funeral, assim como se disponibilizou para levar o cão
para necrópsia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e dar um novo animal para a família. “Estamos assumindo toda a responsabilidade. O que
aconteceu foi uma fatalidade. Sabemos que não podemos trazer uma vida de volta”, esclareceu Nahum.

“Lembro que Kadu era saudável, vacinas em dias, conforme cartão de vacina que deixamos cópia do hotelzinho. Qualquer reparo material feito, nunca apagará a
dor, mas há um compromisso público que tudo que conseguimos será doado para animais sem donos”, se comprometeu Patrícia.

Fonte: Diário de Pernambuco 

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