Advogado é flagrado ateando fogo em cão vivo por ele ter ‘câncer na pata’, em Caraguatatuba, SP

Advogado é flagrado ateando fogo em cão vivo por ele ter ‘câncer na pata’, em Caraguatatuba, SP
Corpo do animal foi recolhido pela Polícia Ambiental

Um homem de Caraguatatuba foi multado pela Polícia Militar Ambiental de Caraguatatuba por dopar e atear fogo em um cão ainda vivo. De acordo com a PM, o advogado foi filmado cometendo o delito em uma rua do bairro Jd. Jaqueira, na última sexta-feira (9).

Depois do vídeo circular por redes sociais e ser denunciado às autoridades, a Polícia Militar Ambiental localizou o homem em sua residência. O advogado confessou ter sedado o animal e ateado fogo ao corpo do mesmo, devido a um câncer em sua pata, que, de acordo com o tutor, era incurável.

O homem foi multado no valor de R$ 3.000,00 pelo artigo 32 da Lei Federal 9.605/98 (maus-tratos com o resultado morte). Devido o agravante de morte do animal, foi a multa foi dobrada, totalizando R$ 6.000,00.

O advogado, que apresenta-se como perito ambiental em seu currículo profissional, declarou aos policiais que seu cão estava doente com câncer em fase terminal e que injetou anestésico (Anasedan injetável).

Depois disso, ele levou o animal até a Rua Jorge Burihan, no bairro Jd. Jaqueira. Nesse local, o advogado teria ateado fogo no animal supostamente vivo, porém dopado.

Segundo ele, foi efetuado contato telefônico com a veterinária responsável pelo tratamento do animal, o que foi confirmado pela clínica veterinária.

Segundo a veterinária, o animal foi atendido no dia 4 de outubro e foi diagnosticado com um tumor maligno. Não foi indicada cirurgia, apenas tratamento paliativo para a dor.

“Foi avisado ao tutor que o tratamento se estenderia até o animal perder qualidade de vida, pois estava bem demais, era um paciente terminal, não havia muito o que ser feito, somente dar qualidade de vida até uma possibilidade de eutanásia quando estivesse muito debilitado, o que ainda não era o caso”, afirmou a veterinária em depoimento.

A Polícia Militar ambiental esclarece que, ao sacrificar um animal doente, deve-se consultar profissionais com experiência na área e grupos taxonômicos envolvidos para assegurar a adequação da técnica.

No caso de clínicas veterinárias, os procedimentos de eutanásia devem ser supervisionados, mesmo que não de forma presencial, pelo responsável técnico pela instalação animal, que deve ter o título de médico veterinário com registro ativo no conselho regional de medicina veterinária.

“A eutanásia é justificável, para o bem do próprio animal, somente em casos de dor ou sofrimento, a partir de um determinado nível, que não podem ser atenuado de imediato, com analgésico, sedativo ou outros métodos ou quando o estado de saúde ou bem-estar animal impeça o tratamento ou socorro”, afirmou por meio de nota.

Fonte: O Vale

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