Agência federal americana acusa operador do Circo Moolah de tratar elefantes incorretamente

Agência federal americana acusa operador do Circo Moolah de tratar elefantes incorretamente

Por Mark Schlinkmann / Tradução de Alice Wehrle Gomide

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Uma denúncia federal alega que uma companhia contratada pelo Moolah Shriners para executar seu circo anual tratou de forma incorreta com três elefantes, que se soltaram no estacionamento do Family Arena no evento de 2014.

O Departamento de Agricultura queixou-se de que funcionários do Circo Royal Hanneford, com sede na Flórida, fizeram com que as pessoas na plateia criassem ruídos altos, estressando os elefantes que eram conduzidos para os cercados do lado de fora da arena.

O ruído da multidão incluiu “bater seus pés nas arquibancadas de metal”, afirmou o denunciante.

De acordo com a denúncia, os tratadores perderam o controle de um elefante, que acabou correndo entre dois trailers, sofrendo arranhões e cortes. Outro elefante sofreu lacerações superficiais.

A denúncia, feita pelo serviço de inspeção da Agência, foi enviada no dia 28 de abril.

Também citada como ré é a companhia de circo Carson and Barnes Circus Co., de Oklahoma, que alugou os três elefantes ao Royal Hanneford. O circo Moolah não é mencionado na denúncia.

O denunciante afirma que as duas companhias de circo “deliberadamente violaram” regulamentos federais por não garantirem que o trajeto para os cercados fosse seguro, e que os animais pudessem chegar lá sem estresse ou danos.

A denúncia também afirma que os funcionários de Carson and Barnes, além de um tratador independente, levaram os elefantes ao cercado no incidente de 22 de março de 2014.

O website da agência de agricultura diz que companhias denunciadas podem pedir uma audiência perante um juiz federal. Um oficial do departamento não pôde ser encontrado para comentar a respeito de possíveis penalidades.

Os funcionários de Carson and Barnes, e Moolah Shrines não responderam aos pedidos de comentário na última quinta-feira.

Antes da apresentação anual do circo em março, o presidente do grupo Moolah, Davis Dieckhaus, disse que precauções extras estavam sendo tomadas para evitar uma repetição do incidente de 2014. Ele disse que palhaços seriam instruídos a não agitar a multidão e criar barulho excessivo que pudesse assustar os elefantes.

Ele disse também que “fazemos isto há 73 anos e só tivemos este único incidente”.

Na quinta-feira (21), o grupo ativista People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), citou a denúncia como uma renovação das críticas contra circos pelo tratamento de elefantes e outros animais.

“PETA está pedindo a todas as famílias que fiquem longe de circos que usam animais”, disse Delcianna Winders, advogada geral da Fundação PETA.

Fonte: St. Louis Today

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