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Agora também já não se pode atirar o pau ao cão?

A brincadeira em causa é uma das interações mais comuns entre donos e respetivos animais de estimação. No entanto, o ato de atirar o pau pode revelar-se extremamente perigoso para os bichos. 

Por Ana Cristina Marques

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O senso comum diz-nos que os cães (sobretudo os pequenos) têm uma atração especial por sapatos. E cadeiras. E tapetes. E almofadas. A apetência para roer é grande, mas talvez o divertimento máximo daquele que, dizem, é o melhor amigo do homem seja um simples pau. A jogatana de complexa não tem nada: o tutor atira o pau e o cão, louco de entusiasmo, lança-se numa procura insistente (e por norma curta) pelo objeto. Mas o que talvez não se saiba é que o ato aparentemente inocente pode acarretar consequências pouco simpáticas para o animal.

Acontece que a brincadeira pode revelar-se um ato “perigoso e capaz de levar a ferimentos horríveis”. Pelo menos foi o que disseGrace Webster, da Associação Britânica de Veterinária (BVA), ao jornal The Times. Feito o aviso, o Guardian resolveuinterrogar-se sobre se, afinal, podemos ou não interagir desta forma com os cães, pelo que falou com diferentes profissionais da área.

“Os veterinários vêm alguns ferimentos muitos sérios e, em alguns casos, fatais que ocorrem depois de um cão ter perseguido um pau”, argumenta Sean Wensley, presidente da BVA. É também ele quem garante existirem dois tipos de problemas:

“O primeiro acontece quando um pau é lançado e aterra no chão como um dardo [apontado para cima]. O cão que corre atrás dele não consegue parar a tempo e vai contra o pau — temos algumas feridas penetrantes muito chatas na boca, pescoço e às vezes na medula espinal, o que pode causar paralisia. Às vezes o pau penetra um grande vaso sanguíneo causando perdas de sangue fatais”.

O segundo problema apontado por Wensley consiste nas vezes em que fragmentos do pau ficam alojados na boca ou na garganta do animal — como o pau em si está sujo, e a boca está cheia de bactérias, tal pode derivar em sérias infeções.

Já Runa Hanaghan, veterinária da associação de caridade Dog’s Trust, corrobora as mesmas afirmações e garante já ter visto vários ferimentos — uns mais evidentes do que outros — resultantes do ato que, à partida, apenas pretendia entreter dono e animal de estimação.

Não obstante, é de referir que brincar e fazer exercício é um duo de atividades fundamentais para os cães e seus tutores. O truque passa, então, pelo uso de brinquedos feitos à base de borracha (ou Frisbees), capazes de substituir o tradicional pau.

Fonte: O Observador / mantida a grafia lusitana original

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