Agressor de cães é acusado de bater em homem na fila de boate

Agressor de cães é acusado de bater em homem na fila de boate

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Menos de dois meses depois de ser flagrado num vídeo agredindo Gucci e Victoria, as duas cadelas da então noiva, Rafael Hermida Fonseca, de 34 anos, agora é acusado de acertar com tapas, socos e pontapés um homem de 35 anos.

De acordo com o registro feito na 15ª DP (Gávea), o empresário estaria aparentemente embriagado quando furou a fila da boate Palaphita, às 5h30m do último dia 11, e agrediu o rapaz. O caso foi encaminhado ao 4º Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Leblon e uma audiência foi marcada para às 15h30m de 15 de junho.

De acordo com o depoimento da vítima na delegacia, ela estava na boate “aproveitando sua noite” que transcorria “até então em perfeita normalidade”. Quando se dirigiu à fila para pagar o que consumiu, ele teria sido surpreendido por Rafael, que “tentou passar a frente de todos”.

Ainda na distrital, o rapaz contou que questionou a atitude do empresário. A pergunta o teria deixado “muito irritado” e ele teria dado um soco em seu rosto, “sem qualquer motivo aparente”. A vítima alega que não reagiu à violência e, logo em seguida, os seguranças da casa separaram os dois. Policiais militares do 23º BPM (Leblon) foram chamados e levaram a dupla para a 15ª DP.

De acordo com ocorrência, o empresário não quis prestar depoimento. Rafael Hermida classificou o episódio como uma “bobeira”:

“Apesar de nunca ter acontecido comigo, não são raras as confusões em boates. Infelizmente, eu estava no meio nessa, apenas isso. Não bati nem chutei ninguém. Tanto que fui a delegacia, mas não houve a necessidade de ser ouvido, razão pela qual fui imediatamente liberado.

O empresário contou ainda estar “surpreso” com a existência do processo por lesão corporal leve em que consta como autor. A vítima do caso não retornou as ligações.

Fonte: Meio Norte / Extra 

Nota do Olhar Animal: A agressão contra animais deveria ser motivo suficiente para sanções penais, em especial para a reclusão, mas a legislação é muito branda e os agressores acabam recebendo penas alternativas, como pagamento de cestas básicas ou prestação de serviços comunitários. De qualquer forma, não é de se estranhar um agressor de animais se portar da mesma maneira em relação a humanos. A matriz da violência é a mesma. Estudos vem comprovando o vínculo entre estas expressões da violência, ora direcionada contra humanos, ora dirigida aos animais não humanos.

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