Agressores bêbadas e pedradas nos touros: O rally de maus-tratos na Alcarria

Agressores bêbadas e pedradas nos touros: O rally de maus-tratos na Alcarria

PACMA denuncia que esta prática descumpre sistematicamente o regulamento de festejos taurinos populares de Castilla La Mancha, que obriga a delimitação das zonas de contenção “mediante procedimentos considerados eficazes e suficientes” e que proíbe “o acesso à mencionada zona de qualquer veículo alheio a organização do festejo”.

Tradução de Nelson Paim

PACMA registra em uma reportagem cinco locais de contenção no campo gravados durante o verão de 2015 nos municípios de Jadraque, Romancos, Málaga del Fresno e Yunquera de Henares, pertencentes à comarca de La Alcarria (Guadalajara), que se converteram em um autêntico rally contra os touros.

Nestas imagens se observa animais esgotados, desorientados e assustados acossados por dezenas de carros, motos e tratores. Os participantes os golpeiam com varas, paus, pedras e até guarda chuvas. “Ninguém faz nada para evitar este sistemático maltrato com os animais, que PACMA passou anos documentando e denunciando”, destacou o partido em um comunicado.

Estas reclusões chegam a durar até três horas, o que provoca um esgotamento extremo aos touros que fisiologicamente não estão acostumados a um exercício físico tão extremo, e que muitas vezes caem esgotados. Neste momento os matam com um disparo.

Celebram-se mais de 100 reclusões deste tipo em 70 localidades de Guadalajara. Somente em 31% das localidades em que se celebram estes festejos superam os mil habitantes. Em 45% não alcançam sequer a 300. O PSOE governa 56% destas comunidades e o PP 34%.

Como lembra o comunicado neste tipo de prática não se cumpre sistematicamente o regulamento dos festejos taurinos populares de Castilha La Mancha que no artigo 31 obriga a delimitação da área de contenção “mediante procedimentos considerados eficazes e suficientes” e proíbe “o acesso à dita zona de qualquer veículo alheio à organização do festejo”.

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Além do que, nas imagens pode-se observar a pessoas que portam bebidas alcoólicas e se encontram em estado de embriaguez, algo proibido no artigo 22. “Não poderão participar dos festejos taurinos populares as pessoas que apresentem sintomas de embriaguez, de intoxicação por qualquer tipo de drogas e substâncias estupefacientes ou que não ostente plenas condições físicas, psíquicas ou motoras em qualquer grau ou natureza, permanente ou temporário ou que evidenciem não encontrar-se em plenas faculdades mentais. Assim como pessoas que portem garrafas, copos ou qualquer instrumento com o qual se possa causar maltratos aos bovinos ou cujas condições físicas não façam aconselhável sua participação no festejo”.

O PACMA empreenderá ações legais contra todos estes municípios por permitir de forma sistemática a celebração destes festejos em que não se cumpre a lei sem que ninguém o impeça. O partido animalista solicitou uma reunião com o conselheiro da Hacienda e as administrações públicas de Castilha La Mancha, D. Juan Alfonso Ruiz Molina, e com o diretor geral de proteção a cidadania, D. Emilio Puig Cabello, para exigir-lhes a proibição destes festejos que descumprem permanentemente o regulamento dos festejos taurinos populares.

Fonte: Público/ mantida a grafia lusitana original

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