Espanha Madri proibir shows animais H

“Ahora Madrid” propõe proibição de shows onde haja maltrato animal, exceto as corridas de touros

Por Roberto Bécares e Ray Sánchez / Tradução de Flavia Luchetti

Espanha Madri proibir shows animais

  • Ahora Madrid do distrito de Aganzuela levará a pleno a proposta de que não seja prolongada a licença de espetáculos que utilizem animais.

  • A medida afeta, entre outros, aos circos ou as exibições de animais.

  • Uma porta-voz afirmou que o grupo político quer que “os direitos dos animais” sejam protegidos, por isso está estudando uma iniciativa similar no campo municipal.

  • O município madrilenho de Alcorcón, governado pelo PP( Partido Popular) foi um dos pioneiros a proibir espetáculos públicos destas características.

A formação de “Ahora Madrid” do distrito madrilenho de Arganzuela, vai levar ao pleno na próxima semana, uma proposta para que não seja prolongada a licença de espetáculos onde animais sofram maus-tratos, esta proposta que vem de grupos ambientalistas, quer evitar supostos maus-tratos, por exemplo, dos animais de circo.

A medida também afetará shows equestres e corridas de cães, entre outros espetáculos, e se aprovada, só será aplicável nesse bairro, embora o intuito de “Ahora Madrid” é “que os direitos animais sejam reconhecidos”, de modo que a questão já está sendo discutida no grupo local, de acordo com um porta-voz da agremiação.

No texto que será apresentado na próxima semana, não se observa a proibição de espetáculos taurinos embora nem o distrito, nem a própria Prefeitura tenham competências sob a Praça de Touros de Las Ventas, que é gerida pela Comunidade de Madrid, como informou o jornal El Confidencial.

No distrito de Hortaleza, a nordeste da capital espanhola, a conselheira presidente Yolanda Rodriguez também expressou sua vontade de impedir a visita de circos com animais ao bairro. “Meu objetivo é que Hortaleza seja livre de circos com animais”, disse a vereadora de “Ahora Madrid”, em uma entrevista a um jornal local.

No entanto, desde novembro do ano passado, o Gran Circo Mundial está instalado em Hortaleza oferecendo espetáculos interpretados pelos renomados trapezistas da Coréia do Norte, os únicos no mundo que realizam o salto mortal quádruplo, de acordo com este circo, mas também apresentam crocodilos, elefantes e felinos.

Não é a primeira vez que o Gran Circo Mundial visita o distrito e provoca uma serie de protestos contra o uso de animais. Em 2014, grupos anti-especistas realizaram uma manifestação e os protestos voltaram a se repetir durante o passado mês de dezembro, na entrada do circo.

O partido instrumental “Ahora MADRID”, liderado por Manuela Carmena, (prefeita de Madrid) tem em conta com esta iniciativa, uma das propostas de “Ecologistas en Acción”, que já apresentou moções em prefeituras de toda Espanha para conseguir “que os animais saiam dos circos”.

“Nos circos deveria haver trapezistas, palhaços, e não animais. Estes se encontram em cativeiro em condições pouco adequadas as suas necessidades e que em muitas ocasiões recebem treinamentos que os leva a abusos com pequenas descargas eléctricas”, explica Teo Oberhuber, porta-voz de Ecologistas en Acción, que pondera que os animais de circo “não são objeto para o deleite das pessoas”  mas que sofrem nestas instalações e com ” a falta de espaço  e cuidado”. A “Ecologistas en Acción” já conseguiu que mais de 221 localidades espanholas tenham proibido o uso de animais em circos, como Paracuellos, Colmenarejo ou Fuenlabrada.

A Prefeitura Alcorcón, governada pelo PP, foi um dos municípios madrilenhos pioneiros em proibir os espetáculos públicos com animais desde o ano 2013, impondo assim sacrifício zero. A municipalidade afirma que o decreto-lei tem sido aplicado de forma bastante positiva.

A divulgação da moção de Ahora Madrid acontece depois da polêmica deste ano em que a Prefeitura deixou de utilizar gansos e camelos na tradicional cavalgada de reis, evitando assim que sofressem com o estres.

Na Espanha, o circo com animais foi proibido em grandes capitais como Barcelona, a pioneira em acabar com os espetáculos com feras já no ano de 2004, quando o então prefeito era o socialista Joan Clos. Também não está permitido em cidades como Palma de Mallorca, Vitoria, Vigo, Oviedo ou Alicante.

Fonte: El Mundo

Mais notícias

{module [427]}

{module [425]}

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.