AL: Audiência em Maceió discute situação do Centro de Zoonoses

AL: Audiência em Maceió discute situação do Centro de Zoonoses

Servidores pediram alteração de lei que atribuiu ao CCZ várias tarefas. Eles dizem não haver médicos suficientes, além de outros problemas.

Uma audiência na Câmara Municipal de Maceió discutiu, nesta sexta-feira (16), a situação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da capital.

Os servidores que trabalham no local pediram alteração de uma lei que atribuiu ao Centro várias tarefas, como a de aceitar animais rejeitados pelos tutores.

Segundo a coordenadora do CCZ, Fernanda Rodrigues, os servidores enfrentam várias dificuldades. Por conta disso pedem alterações urgentes na lei nº 5.318, de 23 de setembro de 2003, que estabelece as atribuições do órgão.

“Não temos médicos veterinários suficientes para manter o atendimento clínico de domingo a domingo. Os médicos são agentes da vigilância sanitária. Nossas atribuições são muitas e o combate e controle de doenças de origem animal é nossa maior missão”, disse na audiência que foi promovida pela Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social da Casa.

Ainda de acordo com ela, o atendimento foi reduzido a três vezes por semana. Já o coordenador de vigilância sanitária do CCZ, Amaro Santana, explicou que os fiscais precisam de amparo jurídico melhor definido para entrar na casa das pessoas e exercer a função de fiscalizadores.

“Eles precisam de maior segurança jurídica para realizarem o trabalho. Toda a legislação deve ser revista com urgência”, justificou o servidor.

O presidente do Conselho Regional de Medicina em Alagoas, Thiago Moraes, disse que a sociedade é mal informada sobre a importância do trabalho preventivo desenvolvido pelo CCZ.

“Dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que entre 60% e 70% dos vírus que atingem os humanos são de origem animal e 75% das doenças que ameaçam a saúde pública são decorrentes de problemas que afetam primeiro os animais”, explicou ao criticar o baixo investimento público no setor.

“A saúde animal interfere diretamente na saúde pública da população. Grande parte da classe política ainda não despertou para isso. Cuidar dos animais significa prevenir doenças nos humanos. É fundamental a união das entidades, sejam públicas, privadas ou não-governamentais, para cobrar investimentos nesta área”, ressaltou Moraes.

A vereadora Heloísa Helena (Rede), presidente da Comissão explicou que as alterações da lei devem ser propostas pelo Poder Executivo. “Nós podemos cobrar da prefeitura para que apresente à Câmara um projeto que altere a legislação vigente, já que a prerrogativa é do Poder Executivo”, disse a parlamentar durante a audiência.

Fonte: G1 

Nora do Olhar Animal: Seja qual for o órgão que venha a lidar com a questão da superpopulação de animais e do abandono, o que a prefeitura não pode fazer é lavar as mãos sobre a questão. Se não é o CCZ que deve encará-la, é a Secretaria de Meio Ambiente. A omissão é criminosa. 

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