Alarmante! Estudo descobre que golfinhos têm aditivo plástico potencialmente prejudicial em seus corpos

Alarmante! Estudo descobre que golfinhos têm aditivo plástico potencialmente prejudicial em seus corpos

Um novo estudo conduzido por pesquisadores do College of Charleston e da Chicago Zoological Society encontrou ftalatos, aditivos químicos usados para fabricar plásticos mais flexíveis, em golfinhos-nariz-de-garrafa. Durante o estudo, os pesquisadores coletaram e testaram amostras de urina de 17 golfinhos de Sarasota Bay, na Flórida. Os testes permitiram aos pesquisadores saber se os animais foram expostos a ftalatos entre três a seis meses atrás, e, infelizmente, descobriram pela primeira vez que os golfinhos realmente possuem esse aditivo prejudicial em seus sistemas, o que destaca mais uma vez o perigo do que pode acontecer quando nosso lixo plástico acaba indo para o meio ambiente.

Plásticos são conhecidos por liberar componentes químicos, e, considerando o fato de que descartamos em torno de 8,8 milhões de toneladas de plástico nos oceanos todo ano, isso implica que ftalatos iriam finalmente poluir o ambiente marinho.

Estudos conduzidos no passado encontraram uma conexão entre ftalatos e alguns tipos de câncer e problemas reprodutivos, reporta a National Geographic. Como o BPA, ftalatos funcionam como disruptores endócrinos e têm sido ligados à alteração da habilidade do corpo de produzir e manter níveis de hormônios apropriados. Outros riscos associados incluem o desenvolvimento de asma em crianças, QIs baixos nos fetos em formação, e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Ftalatos também têm sido associados ao lado do BPA (Bisfenol A) como possível causa de infertilidade, especialmente em homens que estão tentando conceber uma criança.

Enquanto a conexão entre ftalatos e a saúde humana começa a ser mais compreendida, há pouco conhecimento sobre como eles podem impactar os golfinhos.

“Nós não ficamos surpresos ao detectar a exposição, mas foi surpreendente os níveis que estávamos detectando”, disse Leslie Hart, a autora líder do estudo.

O alarmante é que pelo menos uma forma de ftalato foi encontrada em 71% dos golfinhos testados.

Como a pesquisa foi a primeira a usar amostras de urina para detectar a presença desses químicos, Hart pontuou que a equipe ainda está estabelecendo o que pode ser considerado como normal e como anômalos. Mesmo assim, em alguns dos animais encontraram níveis de metabolitos de ftalato comparáveis a concentrações encontradas em humanos. É muito surpreendente, pois presume-se que pessoas mantenham contato com objetos que contém ftalato com maior regularidade. A próxima fase da pesquisa tentará entender como golfinhos metabolizam os químicos.

A pesquisa de Hart também é parte de um projeto em andamento que foca no estudo do impacto de ftalatos na saúde e como eles acabam no meio ambiente. Graças à crescente conscientização, mais pessoas procuram produtos de higiene pessoal que não contêm ftalatos, e, felizmente, estudos que analisam esses comportamentos mostraram que quando as pessoas evitam ftalatos, os traços de químicos diminuem em seus corpos.

Conforme aprendemos mais sobre o impacto negativo que o plástico tem em nossas vidas e no meio ambiente, torna-se mais importante remover esse ingrediente de nossas vidas. Para aprender como você pode usar menos plásticos e quais alternativas existem, consulte a One Green Planet’s #CrushPlastic campaign.

Por  Aleksandra Pajda / Tradução de Juliana Ribeiro

Fonte: One Green Planet 

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