Ambientalista está preocupada com assédio dos cariocas à Sylvia e Lili, mãe e filhote de baleia-franca, em São Conrado

Ambientalista está preocupada com assédio dos cariocas à Sylvia e Lili, mãe e filhote de baleia-franca, em São Conrado
As baleias-franca-austral que circulam em São Conrado ganharam nome de Sylvia e Lili /Foto: Bruno Dulcetti

Mãe e filhote de baleia-franca-austral que estão fazendo os cariocas pirarem e irem de arrasto para as praias do Leblon e São Conrado, foram batizadas, nesta quinta (27/07), pelo pessoal do Projeto Baleias e Golfinhos do Rio e Ilhas do Rio, que têm monitorado as espécies no litoral fluminense de perto todos os dias: Sylvia e Lili (mãe e filha). O primeiro nome é uma homenagem à oceanógrafa americana Sylvia Earle, que está no Rio pelo congresso “Oceano e Clima – A conservação marinha no combate às mudanças climáticas no Brasil”, no Forte de Copacabana; a segunda é a bióloga Liliane Lodi, do projeto Ilhas do Rio, monitorando a movimentação de baleias há mais de uma década, na região das Ilhas Cagarras e proximidades.

As baleias, sempre nos feeds de surfistas e carioca sortudos, surgiram pela primeira vez dentro da proteção do anel interno das Ilhas Cagarras, quando Sylvia e Liliane se reuniram no “Hope Spot”, nessa terça (25/07), publicado aqui.

No entanto, a pesquisadora e fotógrafa Bia Hetzel, que acompanha os projetos há décadas e está em praticamente todas as excursões ao mar, avisa: “Estamos vendo muitas fotos e imagens de drone de Sylvia e Lili, algumas feitas da praia, dos apartamentos, da rua, outras feitas pelo mar. A maioria com o devido respeito e carinho, mas também, infelizmente, muito molestamento. Mas indico manter distância. Sylvia está usando a praia de São Conrado, e a área muito próxima à arrebentação das ondas, como área de cuidado parental. É uma mamãe incrível, cuidando de uma cria muito, muito pequena, que representa a esperança para a sobrevivência da espécie, em sério risco de extinção. Cada pessoa que persegue a Lili, que precisa vir à superfície para respirar com muito mais frequência com que sua mãe, pode estar ameaçando sua vida, estressando mãe e filhote. Vamos deixá-las em paz. O mar do Rio é também o mar das baleias”.

Para você que adora uma intimidade com quem não convém, aqui o guia “Boas práticas para a observação de cetáceos na cidade do Rio de Janeiro”, escrito por Liliane Lodi e equipe.

 

 
 
 
 
 
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Fonte: Lu Lacerda

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