Ameaça de despejo de ONG pode deixar 170 cães sem abrigo em Caldas, MG

Ameaça de despejo de ONG pode deixar 170 cães sem abrigo em Caldas, MG

Entidade corre o risco de ser fechada nesta sexta-feira por falta de dinheiro. Padre responsável pela associação pede ajuda para conseguir pagar dívida.

MG Caldas Sem título

Uma ONG que cuida de 170 cães em Caldas (MG) corre o risco de ser fechada nesta sexta-feira (24) por falta de dinheiro. Criada em 2005, a “Viva Cão” é considerada por lei municipal uma instituição de utilidade pública, já que presta serviços à cidade. No entanto, há a preocupação de onde levar os animais caso eles sejam despejados do imóvel que ocupam por falta de pagamento.

De acordo com o responsável pela ONG, o padre Rogério Cruz, a organização possui uma dívida de R$ 15 mil que deve ser paga até esta sexta-feira. O valor é um acordo feito na Justiça entre o padre e o antigo dono do terreno.

“Nossa preocupação hoje é conseguir os R$ 15 mil até amanhã. Já conseguimos uma parte e ainda temos que levantar R$ 5 mil e pagar até amanhã, mas acreditamos que será pago”, disse.

Até 2006, a ONG funcionava na casa do padre Rogério, no Centro de Caldas (MG). A sede foi adquirida por R$ 30 mil, que deveriam ser pagos em três parcelas anuais de R$ 10 mil. No início havia apenas 30 cães, mas ao longo do tempo, o número de animais foi aumentando, assim como os custos de manutenção.

Segundo o presidente da associação, ele teve que optar entre pagar a conta ou manter a ONG funcionando. Por causa disso, o terreno não é pago desde 2011. “Somente em ração gastamos R$ 4,5 mil por mês, temos ainda um custo fixo de R$ 1,3 mil com funcionário, sem falar a água, luz, manutenção da área. Chega a quase R$ 9 mil por mês tudo”, detalhou o padre.

Para cuidar dos cães e manter tudo funcionando, a ONG conta também com a ajuda de voluntários, como a Fátima da Silva Costa Oliveira, que cuida da limpeza. “Eu tô aqui para ajudar. Se todo mundo, se cada um fizesse a sua parte, não tinha sofrimento”, disse.

O padre Rogério disse ainda que desde que comprou o terreno, fez várias benfeitorias que ultrapassam o valor do imóvel. No entanto, no acordo judicial, além dos R$ 15 mil que devem ser pagos até sexta-feira, ainda restam 32 parcelas de R$ 1 mil, que é a correção do valor.

Por causa disso, para manter a Viva Cão funcionando, o padre pede ajuda. “O papel da Ong é dar solução ao serviço que o poder público não consegue dar. Nós ajudamos a manter os cães aqui, em 10 anos de funcionamento, o município nunca fez nada. Por isso, fazemos um apelo a todos que gostam e nos respeitam, para que nos ajudem”, disse.

Fonte: G1

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