ANAC reafirma condenação à caça e tráfico de felinos em Moçambique

ANAC reafirma condenação à caça e tráfico de felinos em Moçambique

A caça furtiva e o tráfico de animais selvagens são as principais ameaças para os felinos em Moçambique, anunciou nesta sexta-feira a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), a propósito da celebração do Dia Mundial da Vida Selvagem.

“No caso concreto de Moçambique, apesar de esforços diversos de conservação, leões, leopardos e chitas estão sob forte perigo de extinção”, tal como acontece no resto do mundo, lê-se num comunicado da ANAC que a Lusa teve acesso.

Os riscos estão ligados especialmente “a factores demográficos e económicos, de entre os quais se destacam a caça furtiva e o tráfico de animais selvagens”. A ANAC acompanha o programa estabelecido pelas Nações Unidas, que determinou que em 2018 os estados membros deviam centrar nos felinos as suas actividades comemorativas do dia dedicado à fauna bravia, sob o lema “Felinos: predadores em extinção”.

É uma forma de “mostrar que o futuro destes predadores depende do comportamento humano e de acções capazes de reduzir as ameaças de extinção”, destaca a ANAC. Apesar de a data se assinalar a 03 de Março, as celebrações na capital de Moçambique vão decorrer hoje ao longo do dia no Museu de História Natural.

As actividades incluem apresentações sobre a situação da fauna bravia no país, exposições, para além de exibição de peças teatrais com a participação de escolas. O programa resulta de uma parceria entre a ANAC, Universidade Eduardo Mondlane, Museu de História Natural e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

Fonte: Angop-MP via TPA / mantida a grafia original

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