Animais do Mercado Central de Belo Horizonte (MG) têm destino incerto

Animais do Mercado Central de Belo Horizonte (MG) têm destino incerto
Notificações começaram na quarta-feira da semana passada (Foto: Reprodução Internet)

A dois dias de vencer o prazo dado pela Justiça para alguns comerciantes retirarem e darem outro destino aos bichos vendidos no Mercado Central de Belo Horizonte, os lojistas ainda não sabem como será realizado esse procedimento. Nessa quarta-feira (16) uma reunião entre eles e os representantes do centro comercial definiu apenas que o mercado vai recorrer da liminar dada pelo juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Municipal, que proíbe a venda de animais no local, além de determinar a retirada deles em prazo de até dez dias, após a notificação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, nessa quarta-feira (16), dos 37 citados na ação, 26 já haviam sido notificados da decisão. Segundo alguns lojistas, eles começaram a ser comunicados na quarta-feira da semana passada, o que aconteceu com outros na quinta-feira e na sexta-feira.

A ordem, porém, ainda gera dúvida, pois ela determina a suspensão imediata da autorização de venda dos animais, mas os comerciantes ainda estão comercializando os bichos.

“Entendemos que a suspensão ainda não está valendo, o que tem ocorrido é a proibição da entrada de novos animais”, afirmou o diretor-presidente do Mercado Central, José Agostinho de Oliveira Quadros. Fiscais do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) fazem o monitoramento do local.

Quadros explicou que, na reunião dessa quarta-feira (16), ficou definido que os comerciantes terão autonomia para contratar um advogado e recorrer individualmente da liminar. “Vamos cumprir a lei, pois somos um mercado referência na cidade, mas não concordamos com o teor da ação. Não existem maus-tratos ou irregularidades”, afirmou.

Procurada nessa quarta-feira (16), a Prefeitura de Belo Horizonte informou apenas que está analisando o caso e que vai tomar as medidas cabíveis dentro do prazo estipulado pela Justiça.

Por Letícia Fontes 

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