Lei que proíbe exposição de animais não atinge zoo no Parque 13 de Maio, em Recife, PE

Lei municipal sancionada pelo prefeito Geraldo Julio proíbe exposição de bichos em praças e parques, mas deixa de fora o minizoológico

A exposição de animais presos ou soltos em praças e parques do Recife está proibida. O prefeito Geraldo Julio (PSB) sancionou ontem a Lei n° 18.143/2015, que determina a medida. Mas o único espaço a manter uma exposição permanente de animais o Parque 13 de Maio não será afetado pela nova lei, porque é considerado minizoológico. Atualmente, o parque conta com 12 espécies expostas, entre elas araras, macacos-prego, iguanas e patos. Na prática, a medida vai impedir que novas exposições sejam feitas em outros locais.

Inaugurado no dia 30 de agosto de 1939 como o primeiro parque urbano histórico do Recife, o Parque 13 de Maio passou a receber animais para exposição no início da década de 1970. O parágrafo único do artigo primeiro da lei prevê: “Os efeitos desta lei não se aplicam aos zoológicos, criatórios credenciados nos órgãos competentes ou centros de estudos igualmente habilitados.”

O vereador Wanderson Florêncio, autor do projeto de lei, considerou “falta de sensibilidade humana” deixar animais soltos nos parques ou em exposição aleatória. “Os animais ficam sujeitos a todos os tipos de intervenção, como a poluição sonora, luminosa e do ar.
Também estão sujeitos a receber alimentos inadequados e ficam propensos a doenças, é uma deseducação ambiental”, argumentou. O 13 de Maio possui também tartarugas, aves e répteis expostos em jaulas e soltos em toda a sua área.

Militante de direitos dos animais há mais de uma década, Cláudia Pedroso considera a norma falha por excluir o Parque 13 de Maio. “A partir do momento em que a lei exclui um espaço público onde existem animais confinados em jaulas minúsculas e expostos como mercadorias ou atrações, é óbvio que essa lei é falha”, ressaltou. De acordo com ela, zoológicos são considerados ambientes cruéis. “Imagina um mini-zoológico no Centro da cidade onde os animais sequer têm tratamento adequado e vivem 24h com barulho do trânsito e poluição”, questionou.

Para os visitantes, no entanto, os animais são atração. “Eu visitava o parque quando criança e, agora, trago o filho e sobrinhas”, contou a telefonista Welinete Marinho, 41.

Fonte: Diário de Pernanbuco

 

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