Animais ganham cuidados de detentos do regime semiaberto em Taubaté, SP

Animais ganham cuidados de detentos do regime semiaberto em Taubaté, SP

Uma parceria inédita no estado de São Paulo coloca detentos do regime semiaberto de Taubaté e Tremembé para cuidar de cães e gatos, em unidades próprias construídas no perímetro prisional. De acordo com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), o local fica longe do espaço da carceragem e abriga animais em situação de rua da cidade.

Essa parceria foi formalizada ainda em 2018 entre a SAP, a 1ª Vara de Execuções Criminais (VEC) da Comarca de Taubaté, o Conselho da Comunidade de Taubaté e a Prefeitura Municipal de Taubaté.

Na Penitenciária “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra”, a P1 de Tremembé, foi construído um canil com capacidade para abrigar 200 cães. Já o Centro de Detenção Provisória “Dr. Félix Nobre de Campos”, o CDP de Taubaté, dispõe agora de um gatil com capacidade para comportar até 50 gatos.

Ambos os abrigos contam com espaços coletivos e individuais, áreas para vacinação, banho, tosa e depósito de materiais.

Segundo a SAP, o objetivo é “oferecer apoio ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) taubateano e, ao mesmo tempo, proporcionar a ressocialização dos internos por meio do contato e cuidado com os animais”.

Aprendizagem

Ainda de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, os detentos passam por curso de banho e tosa, e aprendem técnicas nos cuidados dos bichos, que serão vacinados, vermifugados e estarão disponíveis para adoção em feiras organizadas com entidades parceiras.

Outras atividades para preparar os presos que atuam no canil foram realizadas, como uma palestra sobre comunicação e comportamento dos animais, com uma profissional de medicina veterinária na última semana.

Ressocialização

As atividades contemplam 12 reeducandos no manejo dos animais nos dois prédios envolvidos no projeto. Para o diretor do CDP de Taubaté, Cláudio José do Nascimento, existe uma troca positiva muito grande entre os detentos e os animais.

“Alguns dos felinos abrigados no gatil já estavam nos arredores do presídio, mas eram agressivos, arredios e não interagiam com as pessoas. Agora, sob os cuidados dos detentos, já estão mais dóceis, menos agitados e aceitando a presença humana com mais naturalidade”, avalia o diretor, que destaca uma mudança visível no comportamento dos internos. “Até mesmo os presos que trabalham em outras frentes na unidade demonstram afeto pelos animais”, reflete.

Fonte: Guia Taubaté 

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.