Animais resgatados no litoral do Paraná são devolvidos para a natureza

Animais resgatados no litoral do Paraná são devolvidos para a natureza

Dois lobos-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) que foram atendidos pelo Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CReD), em Pontal do Paraná, foram soltos na natureza. As duas fêmeas ficaram em tratamento durante dois meses.

O Laboratório de Ecologia e Conservação, do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explicou que os animais foram soltos por já conseguirem se alimentar sozinhos, com capacidade de caçar peixes.

“Nós conseguimos peixes vivos com os pescadores locais e soltamos na piscina do recinto dos lobinhos, a partir do momento que conseguem se alimentar caçando sozinho é um sinal que o animal já está apto a soltura”, comentou o veterinário do CReD, Marcillo Altoé, Médico.

Os dois lobos-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) e uma tartaruga-cabeçuda (Caretta carreta) atendidos em nosso Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CReD) foram reintegrados!!

Os dois lobos-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) que estavam em atendimento em no nosso Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CReD) estão aptos a soltura!!Após dois meses de tratamento e reabilitação, ambos os animais, fêmeas juvenis, estavam recuperados e aptos para serem reintegrados a natureza. O tratamento realizado pela equipe técnica especializada PMP/Bs e Laboratório de Ecologia e Conservação, do Centro de Estudos do Mar/UFPR, consistiu em monitoramento diário da saúde do animal, medicação e alimentação específicas e nutritiva para cada uma das duas. Um dos fatores essenciais para a decisão de soltura dos animais é que se alimentem sozinho e recuperem a capacidade de execução de comportamentos de alimentação, que neste caso inclui a dinâmica de caça dos peixes. “Nós conseguimos peixes vivos com os pescadores locais e soltamos na piscina do recinto dos lobinhos, a partir do momento que conseguem se alimentar caçando sozinho é um sinal que o animal já está apto a soltura” Marcillo Altoé, Médico veterinário do CReD.Após a recuperação os lobos-marinhos-do-sul não foram soltos na praia, como fizemos com os pinguins e tartarugas ao longo de 2018, pois como estamos em plena temporada de verão eles precisarão ser reintegrados longe da costa para que não retornem a mesma praia e possam seguir para a sua colônia localizada no sul do continente americano. Com a devida autorização de soltura fornecida pelo Ibama, a microchipagem e descoloração do pelo do animal para que o mesmo possa ser reconhecido se for encontrado por outra instituição a soltura foi realizada à aproximadamente 6 milhas náuticas da costa do litoral de Pontal no Paraná, no Parque Nacional Marinho Ilha dos Currais, uma importante unidade de conservação localizada no nosso litoral. Reintegrando os animais nesta área esperamos que fiquem protegidos de atividades náuticas ao menos no retorno ao mar, até que se sintam prontos a nadar ao sul.Aproveitando a estrutura logística para esta importante soltura das fêmeas de lobo-marinho, realizamos também a soltura de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) juvenil e bem pequena que foi resgatada no dia 14 de dezembro de 2018, na praia de Barra do Saí no município de Guaratuba. Ela estava enroscada em um saco de estopa, mais um caso negativo de interação de resíduos sólidos com tartarugas marinhas, um problema grave a conservação delas ao longo de todo o litoral do Brasil. O animal encontrava-se debilitado, caquético, coberto por cracas. Nossa equipe foi acionada e resgatou o animal; a tartaruga recebeu atendimento médico veterinário no Centro de Reabilitação e passou por avaliação clínica e exames laboratoriais. Foi observado a presença de um espinho de peixe na boca do animal, o que a impedia de se alimentar. Os exames revelaram anemia e parasitose, mas com o tratamento correto o animal respondeu muito bem, se recuperou e foi devolvida ao mar, seu ambiente natural.Estas ações de resgate e atendimento à fauna são parte do Projeto de Monitoramento de Praias PMP-BS, assim, caso registrem outros mamíferos, tartarugas e aves marinhas encalhados no Paraná, por favor, avisem a equipe do projeto ou diretamente ao Centro de Estudos do Mar pelo telefone 0800-642-3341 ou pelo 41 3511-8671O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. No litoral paranaense o projeto é executado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC), do Centro de Estudos do Mar/UFPR*agradecemos o apoio de diversas instituições pesquisa e gestãoambiental, mas principalmente ao IBAMA e ICMBIO – PARNA Currais pelas licenças e colaboração na soltura.

Julkaissut LEC – Laboratório de Ecologia e Conservação Keskiviikkona 30. tammikuuta 2019

Diferente do que foi realizado com as tartarugas e os pinguins que foram soltos no ano passado, os lobos-marinhos-do-sul não foram soltos na praia. A reintegração com a natureza aconteceu longe da costa, na costa do Parque Nacional Marinho Ilha dos Currais, para que eles não retornem a mesma praia e possam seguir para a sua colônia localizada no sul do continente americano.

Tartaruga

Junto com os lobos-marinho-do-sul, uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) juvenil também foi solta. Ela foi resgatada no dia 14 de dezembro de 2018, na praia de Barra do Saí, em Guaratuba, enroscada em um saco de estopa.

De acordo com a equipe do CEM, o animal estava debilitado, caquético, coberto por cracas. A tartaruga recebeu atendimento e passou por avaliação clínica e exames laboratoriais. “Foi observado a presença de um espinho de peixe na boca do animal, o que a impedia de se alimentar. Os exames revelaram anemia e parasitose, mas com o tratamento correto o animal respondeu muito bem, se recuperou e foi devolvida ao mar, seu ambiente natural”, divulgou a equipe.

Resgate e atendimento

Casos de animais encalhados nas praias do Paraná devem ser avisados para o Centro de Estudos do Mar pelo telefone 0800-642-3341 ou pelo 41 3511-8671.

Fonte: Massa News (com colaboração CEM)

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