Animais são sacrificados após farras do boi em Itapema e Bombinhas, em SC

Animais são sacrificados após farras do boi em Itapema e Bombinhas, em SC

Dois bois foram recolhidos entre sábado (7) e domingo (8). Duas pessoas foram conduzidas para delegacia em Itapema.

SC bombinhas 12121farra do boiDois bois foram sacrificados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) neste final de semana, apreendidos em Farras do Boi no Litoral Norte catarinense.

Conforme a Cidasc, um dos animais foi retido no sábado (7) no Canto Grande, emBombinhas. O outro foi recolhido na cidade de Itapema no domingo (8).

Conforme a PM, duas pessoas foram conduzidas para delegacia em Itapema e assinaram um termo circunstanciado. Em Bombinhas, ninguém foi detido.

Ambos os bichos estavam muito machucados, com lesões causadas por farristas durante os eventos. “Neste caso, é preciso abater o animal e descartá-lo. Não é possível reaproveitar a carne”, explica o veterinário da Cidasc Marcos Neves. O descarte foi feito em um frigorífico na manhã desta segunda-feira (9), pela Cidasc de Itajaí.

Farra do Boi

A Farra do Boi é considerada crime, de acordo com o art. 32 da Lei n. 9.605/1998, conforme acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena para quem comete crime é de três meses a um ano de detenção, sendo aumentada em um terço nos casos de morte do animal.

Entretanto, o evento é praticado corriqueiramente na região da Grande Florianópolis, como manifestação popular. O período da Quarema é mais comum a Farra do Boi, quando o governo e a polícia intensificam as ações de prevenção e combate à prática.

No ano passado houve o registro de 65 ocorrências de Farra do Boi em Santa Catarina. A mais grave foi no mês de março em Navegantes, quando um garoto de 15 anos levou um tiro na perna e morreu.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Conforme Protocolo de Cooperação celebrado em fevereiro de 2014 entre vários órgãos públicos, inclusive o Ministério Público de SC, e até mesmo com a participação de uma ONG, a Ecosul, os animais retirados de farras do boi são enviados para abate na CIDASC. Ou seja, a preocupação, como reforça a matéria, restringe-se à defesa sanitária, bem longe de qualquer interesse em defender a vida desses animais, que são “descartados”. O espírito da lei, que permite às autoridades a retirada dos bois de farras, é no sentido de defendê-los. Mas a legislação é aplicada de forma abjeta. A Cláusula Quarta do Protocolo prevê que:

IV – A CIDASC será responsável pela destinação final dos animais apreendidos, com apoio e segurança da PMSC a fim de garantir a integridades dos funcionários da CIDASC e dos frigoríficos, bem como o patrimônio do estabelecimentos;

V – O IBAMA, a CIDASC e a Diretoria de Bem Estar Animal de Florianópolis ficarão responsáveis por avaliar a condição de maus-tratos aos animais.

Avaliam a condição de maus-tratos do animal e depois o matam. Nenhuma objeção ao abate está registrada no Protocolo. 

Resumo: se o cidadão não denuncia, o boi morre nas mãos dos farristas. Se denuncia, ele morre na mãos das autoridades.

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