Animais silvestres são resgatados de incêndios na Amazônia

Animais silvestres são resgatados de incêndios na Amazônia
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Xita, uma macaquinha com olhos castanhos tristes, agarra seu recém-nascido com força. Ambos estão lutando por suas vidas. Os veterinários que trabalham em uma clínica na cidade de Porto Velho, em Rondônia, acreditam que a mãe e o bebê foram atropelados por um carro enquanto fugiam de incêndios na maior floresta tropical do mundo.  

O resgate, que aconteceu em 24 de agosto de 2020, no entanto, está longe de ser um fato isolado. De acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Amazônia fechou o mês de julho com alta de 28% no total de queimadas. 

Entretanto, voluntários, veterinários, agentes do Ibama ( Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ) e militares trabalham para tentar minimizar os efeitos do fogo na vida selvagem. Confira imagens de resgates na floresta! 

A mãe sagui foi diagnosticada com uma lesão celebral. Segundo a equipe da clínica, o animal segue se recuperando dos ferimentos. O filhote, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Cleio Junior, membro da brigada de incêndio do Ibama, resgatou um tamanduá, no dia 11 de agosto, em área da selva amazônica perto de Apuí, Estado do Amazonas. O animal morreu por conta do incêndio.  “Sinto uma enorme crueldade”, disse Junior. “O ser humano deveria ter mais consciência e se colocar no lugar dos animais”. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Um outro tamanduá, encontrado em uma garagem, em Porto Velho, Rondônia, também teria fugido do fogo. Marcelo Andreani, de 40 anos, veterinário da polícia ambiental estadual, cuida do animal em sua própria casa desde o dia 19 de agosto. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
De acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Amazônia fechou o mês de julho com alta de 28% no total de queimadas. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
É o pior dado desde 2017. Por outro lado, no acumulado do ano, entre janeiro e julho, o total de queimadas neste bioma teve queda de 7,6%.. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
A floresta amazônica teve 6.803 focos de incêndio, contra 5.318 focos registrados em julho de 2019. O recorde para o mês, de 2017, foi de 7.986 queimadas detectada pelo instituto. O mês anterior já havia sido o pior junho dos últimos 13 anos, de acordo com os números do Inpe. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Fonte: R7

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