Animais silvestres sofrem com a expansão dos centros urbanos

Animais silvestres sofrem com a expansão dos centros urbanos

Tatiane Gomes

AL maceio expansaocentros989

A expansão imobiliária dos grandes centros urbanos está deixando os animais silvestres cada vez mais expostos. As cidades litorâneas inseridas na Mata Atlântica, como Maceió, têm se deparado com animais que perderam seu habitat e que não estão aptos a viver no meio urbano, como saguis, corujas, gaviões, jiboias, entre outros. A convivência entre homens e esses animais têm preocupado tanto os moradores dos grandes centros quanto analistas ambientais.

Segundo o analista ambiental e veterinário do Centro de Triagem de Animal Silvestres (Cetas) do Ibama, Márius Belluci, os animais têm sofrido com a perda do seu habitat natural e têm saído das florestas segmentadas à procura de alimentos, já que estão perdendo seu espaço natural na Mata Atlântica. “É possível ver, na internet mesmo, como era a cobertura vegetal na área de Alagoas e como ela foi reduzida”, aponta o analista.

Para Márius, a invasão humana não deve criar novo hábitos nos animais, como a alimentação. Segundo ele, alimentar artificialmente o animal pode gerar uma série de conflitos na espécie .“Não se deve alimentar o animal silvestre em natureza. Se a pessoa começa a dar comida a uma família de sagui, por exemplo, a população cresce em razão da alimentação artificial que foi dada e quando o alimento não chega até eles, os animais podem até atacar”, explica Márius.

O veterinário explica ainda que o Ibama devolve os animais a natureza, mas em uma área menos habitada por humanos. A medida é para que os animais tenham um espaço de qualidade para conviver entre espécies. Ele alerta para que quem encontrar um animal silvestre em qualquer lugar, e principalmente em perigo, pode entrar em contato com o Corpo de Bombeiros ou o Batalhao de Polícia Ambiental para que eles levem o animal seja levado ao Ibama.

Fonte: Jornal de Alagoas

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.