Anta é solta na natureza após se recuperar de feridas em Mato Grosso

Anta é solta na natureza após se recuperar de feridas em Mato Grosso
Anta passou por tratamento antes de ser solta na natureza. (Foto: Divulgação)

Uma anta resgatada em abril no município de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, foi solta na natureza na tarde dessa quinta-feira (11), meses após se recuperar dos ferimentos. O animal dócil de mais de 100 kg, batizado de Judite, havia sido encontrado com sinais de facadas na cabeça e há meses passava por tratamento.

Pela característica do ferimento, os veterinários acreditam que a anta teria sofrido um golpe com objeto cortante, como uma faca ou um facão. Ela foi socorrida por moradores da região e tratada pela médica veterinária de animais silvestres Gabriella Iglesias.

“É muito gratificante realizar a soltura de um animal que sofreu tantos maus-tratos. Ela, que no início do ano foi atacada por um facão, um homem mesmo que fez essa crueldade com o animal”, disse Gabriella, que trocava os curativos da anta diariamente.

Judite precisou passar por uma pequena cirurgia e foi tratada com aplicação de células-tronco para acelerar a recuperação, além do uso de medicamentos, pomada e faixas.

Segundo o gerente de Fauna Silvestre da Sema, Fernando Siqueira, o processo de aplicação de células-tronco acelera a cicatrização, ao favorecer o crescimento da célula naquele local, que acontece em um tempo mais curto do que se fosse feita apenas aplicação de medicamentos.

O procedimento foi acompanhado pela Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente). A aplicação foi feita no dia 11 de maio.

De acordo com Fernando, Judite é uma fêmea dócil, que circulava entre as propriedades da zona rural da região e era bem acolhida pelos moradores, mas apareceu ferida.

A veterinária celebrou a recuperação e a soltura da anta, depois da recuperação.

“Fico muito feliz, um animal que quase veio a óbito se recuperar dessa forma. Ela foi solta num refúgio que é um lugar perfeito para realizar a soltura dela, que é onde ela vai ser assistida e ter todo o espaço, toda a área preservada, para se manter e viver feliz lá”, disse.

Fonte: Primeira Página

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