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Antiga cachorra de corridas abandonada em uma vala revela a crueldade por trás das corridas de galgos

Por Aisling Maria Cronin / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Muitas pessoas veem as corridas de galgos como uma atividade divertida e inofensiva. Afinal, os galgos gostam de correr, certo? E se os humanos querem assistir eles correndo (e apostar nos resultados), onde está o problema com isso? É uma situação onde todos os envolvidos ganham! Seria confortante acreditar que isso é verdade… mas, infelizmente, não é.

As corridas de galgos são basicamente organizadas como um negócio para gerar dinheiro, significando que o bem-estar dos animais sempre virá em segundo lugar em relação ao desejo dos seus tutores em ganhar dinheiro. A indústria é notória pela criação em excesso e pelo abuso animal. Os galgos são, quase frequentemente, confinados aos canis pela maior parte de suas vidas, e tirados somente para competirem em uma corrida ou para irem ao banheiro. Na pista, os cães frequentemente sofrem lesões severas como fraturas nas pernas, trauma na cabeça, parada cardíaca, e até mesmo paralisia.

Uma alta taxa de lesões, procriação desenfreada e uma mentalidade de “jogar fora” entre os tutores dos cães de corridas significam que até mesmo os cães com condições menos sérias e tratáveis provavelmente serão eutanasiados ao invés de receberem o cuidado que eles precisam – especialmente se o cão não está tendo bons resultados para a satisfação de seu tutor.

Algumas vezes, os tutores de galgos nem se incomodam em fazer o esforço de eutanasiar um cão, e decidem simplesmente abandonar o animal… ou pior, submetê-los a uma crueldade terrível, e depois abandoná-los à própria sorte. E foi exatamente isso que aconteceu com uma cadela chamada de Emily, em Tipperary, na Irlanda.

Ela foi encontrada em uma vala por pedestres horrorizados, que imediatamente perceberam que ela tinha ambas as orelhas queimadas com ácido. A ponta do seu rabo também tinha sido arrancada. Os ativistas acreditam que suas orelhas foram queimadas para obscurecer sua tatuagem de identificação, para que a crueldade que ela sofreu não pudesse ser rastreada até seu antigo tutor.

Pat Edwards do Deise Animal Sanctuary – onde Emily está atualmente se recuperando de seu sofrimento – disse, “Este é o nosso caso mais novo de crueldade. Uma fêmea de galgo inglês, orelhas queimadas com químicos, rabo com a ponta arrancada, osso saliente na ponta e muito magra. Ela se colocou em uma vala para morrer e deitou lá esperando seu fim… Este tipo de crueldade pode nos deixar muito bravos”.

A boa notícia é que esta garota corajosa está agora se recuperando.

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Espera-se que, apesar das tatuagens de Emily terem sido queimadas, seu sádico antigo dono possa ser identificado através de um teste do folículo capilar.

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O Conselho Irlandês de Galgos Ingleses – que deveria prevenir estes horríveis casos de crueldade, mas com muita frequência falha no seu trabalho – abriu uma investigação sobre o incidente.

Edwards disse, “Esta garota está segura e aquecida hoje à noite”.

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“Talvez ela fosse uma corredora campeã”, ela acrescentou. “Mas tudo que sobrou dela agora é seu corpo quebrado e maltratado. Mas somente amor e carinho daqui para frente”.

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A história de Emily é um exemplo típico da falta de consideração e do desprezo com os quais os tutores de galgos tratam seus cães assim que eles estão muito velhos ou lentos para correrem.

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Felizmente, a corrida de galgos ingleses está lentamente acabando nos EUA, e esforços locais para acabar com este “esporte” abusivo estão ganhando força. O GREY2K USA, inicialmente lançado como um pequeno movimento em Massachusetts, tornou-se o grupo líder no país contra a corrida de galgos. Através de um número de alianças estratégicas com outros grupos de proteção animal na Europa, Austrália e Ásia, eles esperam colocar um fim à crueldade global das corridas de galgos para sempre. Confira sua página no Facebook para se manter a par de suas atividades. Para saber mais sobre como você pode ajudar, clique aqui.

Fonte: One Green Planet

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