Após 40 anos de proibição da caça, baleias-azuis finalmente retornam às regiões polares

Após 40 anos de proibição da caça, baleias-azuis finalmente retornam às regiões polares

Desde 1986 a caça de baleias é proibida no mundo. Uma comissão internacional, formada por mais de 80 países, conseguiu decretar a suspensão dessa prática. Agora em 2021, quase 40 anos depois, o resultado dessa atitude mais que necessária começa a dar resultados: as baleias-azuis estão retornando ao seu habitat!

Foto: Pixabay

A exploração das baleias em larga escala acontece desde o século 9, mas foi no século 19, que os navios baleeiros, começaram a ser utilizados. A partir daí houve uma grande mobilização para suspender a caça, pois muitas espécies já eram dadas como extintas naquela época.

Os resultados positivos da moratória de 1986, da Comissão Baleeira Internacional, surgiram agora com a publicação de um estudo. A pesquisa aponta o crescimento da população de baleias-azuis em torno da ilha da Geórgia do Sul, no Oceano Atlântico. E isso é fantástico!

Foto: Pixabay

A comissão mostra que no início do século 20, cerca de 3 mil baleias eram mortas por ano nessa região. Isso fez a população desses mamíferos praticamente desaparecer desses mares.

O monitoramento da área é feito há 9 anos e os pesquisadores já contabilizaram 41 baleias-azuis vivendo perto do arquipélago. Isso significa que os animais enfim se sentem mais seguros para reocuparem seus habitats.

Outros pontos de reocupação também já foram encontrados pela equipe que monitora a espécie. No extremo norte do planeta, as baleias já ocupam as águas setentrionais novamente, principalmente na área que compreende o Alaska, nos Estados Unidos.

A Comissão Baleeira Internacional agora quer manter esse crescimento populacional. Nos dois pontos citados, há a grande presença de krill, um crustáceo minúsculo que é o principal alimento das baleias-azuis. Isso faz com que as populações só cresçam ao longo dos anos, segundo especialistas.

Por Monique de Carvalho 

Fonte: Razões para Acreditar


Nota do Olhar Animal: Milhares de indivíduos, cada um com seus interesses próprios, deixaram de ser abatidos para consumo. A visão ambientalista dos animais como uma “massa de unidades biológicas” e não como indivíduos sencientes é extremamente prejudicial a eles.

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