Após comoção por morte de Cecil, Zimbábue proíbe caça de leões, leopardos e elefantes

Após comoção por morte de Cecil, Zimbábue proíbe caça de leões, leopardos e elefantes

Caça nos arredores do parque nacional Hwange está suspensa, informou governo, que pede extradição de dentista norte-americano que matou leão. 

Zimbabue leaocecil

A Autoridade Administrativa de Parques e da Vida Selvagem do Zimbábue divulgou comunicado neste sábado (01/08) em que informa que está suspensa a caça de leões, leopardos e elefantes nos arredores do Parque Nacional Hwange.

O órgão informou também que a caça com arco e flecha também está suspensa, a não ser que esta seja aprovada expressamente pelo diretor e se dê com acompanhamento de funcionários da Autoridade Administrativa.

A medida se dá após a comoção internacional pela morte do leão Cecil, atração do Parque Hwange, pelas mãos de um dentista norte-americano que supostamente pagou 55 mil dólares para caçá-lo.

O leão Cecil teria sido atraído para fora do Parque Nacional para uma fazenda privada com o uso de uma carcaça animal. O dentista norte-americano James Palmer teria atingido Cecil com uma flecha e depois o matado com uma arma de fogo. Autoridades zimbabuenses dizem que a caça de Cecil se deu ilegalmente e pedem a extradição de Palmer dos Estados Unidos para o Zimbábue – os dois países têm acordo para a extradição. “Queremos que ele seja julgado no Zimbábue porque ele violou nossas leis”, disse Oppah Muchinguri, ministra do Meio Ambiente.

O norte-americano alega que não tinha conhecimento de que estivesse praticando uma atividade ilegal. Um caçador profissional e um fazendeiro, ambos zimbabuenses, foram presos por terem facilitado a operação.

A Autoridade Administrativa afirmou que está investigando a morte de outro leão caçado ilegalmente em abril. Uma pessoa teria sido presa com relação a este caso. “A revolta com o caso de Cecil pode ter ajudado, porque as pessoas agora estão mais conscientes e mais dispostas a nos prover informação”, disse Geoffrey Matipano, diretor de conservação do órgão, para a agência de notícias Associated Press.

Emmanuel Fundira, presidente da Associação de Operadores de Safári do Zimbábue, disse que seu grupo seria prejudicado com as novas medidas, mas adicionou que elas são necessárias para proteger a vida selvagem no país. “A caça nos rende cerca de 40 milhões de dólares ao ano”, afirmou.

Fonte: Opera Mundi / Associated Press 

Nota do Olhar Animal: Como se vê, não há sequer uma fagulha de questionamento sobre a moralidade da caça. O que move as pessoas que tomam esta atitude de “proteção” dos animais é apens o fato de serem mais ou menos raros, é o dano à imagem do país e da atividade, é qualquer coisa menos a defesa dos intersses próprios dos animais. Fosse assim, não é a legalidade ou não da caça o que estaria swendo discutido. 

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