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Após confusão, procissão deixará de ter queima de fogos, em Sorocaba, SP

Por Fernando Guimarães

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Um desentendimento seguido de agressão física pode ter sido a gota d’água para o padre José Antônio Leite de Oliveira, pároco do Santuário de Aparecidinha, divulgar, na manhã de ontem, sobre a ponte Francisco Delosso, o fim dos fogos de artifício em celebração à Nossa Senhora Aparecida durante as duas romarias do ano – janeiro e julho. “É com tristeza que anuncio que esta será a última queima de fogos na romaria de Aparecidinha, pois tem gerado muita confusão e desentendimentos. Assim, agradeço muito os fiéis da Vila Hortência que sempre nos presentearam com essa linda queima de fogos”, falou ao microfone. Foram 15 minutos de duração a última queima de fogos. 
  
Alguns fiéis não gostaram do fim dos fogos, mas disseram que entendem as razões em benefício do meio ambiente e dos animais. “Tinha muita gente dizendo que não ia ter a queima de fogos, a gente vem todos os anos para assistir. É a coisa mais linda!”, diz Aparecida de Fátima de Oliveira, de 60 anos, que estava acompanhada da filha, do genro e dos dois netos.

Confusão 

A romaria de Aparecidinha transcorreu sem problemas até a primeira parada feita na Igreja Santo Antônio, por volta das 8h50 de ontem. Lá, o frei Gilberto Marcos Piscitelli aguardava a chegada da imagem da santa para dar sequência à cerimônia religiosa naquela paróquia. E foi lá que houve também a confusão. Incomodado com o barulho dos fogos, o empresário Fábio Luiz de Souza, de 35 anos, que mora na região, acabou provocando um desentendimento que culminou com agressão. Marcos, genro de Sônia Maria de Oliveira, de 65 anos, estava soltando rojões em agradecimento à Nossa Senhora, quando foi abordado por Fábio. Quem viu a discussão, percebeu que em determinado momento o empresário desfere um golpe contra a mulher e é atingido também com dois golpes de sarrafo – um no rosto e outro nas costas – desferidos por Marcos. 
  
Fábio toma os rojões das mãos de Marcos e começa a andar em direção à igreja, momento em que os romeiros ali presentes revoltaram-se com a cena e passaram a ofender Fábio, chamando-o de vagabundo, ordinário e cafajeste. Guardas civis municipais intercederam e evitaram que a situação se agravasse. As partes envolvidas foram levadas à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 
  
Fábio afirmou ter pedido “numa boa” para Marcos parar de soltar os rojões, pois o filho dele de um ano e o cachorrinho estavam agitados: “Meu cachorro está dentro do tanque e meu nenê está pulando no berço”. Sônia disse que defendeu o genro, pois Fábio o agrediu: “Agrediu o meu genro, apanha!”. Ela é devota de Nossa Senhora e diz que soltar rojão é normal, que todo mundo faz em agradecimento à santa. “Agora, ele chegou falando palavrão, dizendo que era do demônio e que iria pegar o carro dele e passar por cima de todo mundo na procissão. Venho de mente aberta, de coração aberto para agradecer Nossa Senhora. Eu acho muita falta de respeito o que ele fez e ainda falando palavrão”, afirma. 
  
Quando o marido era vivo, Sônia diz que eles não perdiam nenhuma procissão e acompanhavam a romaria até a Catedral. Por outro lado, Fábio disse que é devoto de Santo Antônio e da santa e afirmou que já fez muita coisa pela paróquia. Ele perdeu a mãe, em 15 de abril de 2014. A professora Esmeralda Rodrigues de Souza, de 60 anos, morreu após ser atropelada na rodovia Raposo Tavares, próximo à Cidade Universitária da Uniso, quando participava de uma romaria para Pirapora do Bom Jesus. O acidente aconteceu no sentido capital-interior. “Minha família é católica, e São Francisco de Assis amou os animais, não podem fazer esse barulho com rojões”, disse Fábio que foi algemado para a delegacia.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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